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Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007
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Durante dois anos (até meados de 1998) o canyon de Itaimbezinho, mais os 200 metros de queda da cachoeira do Arroio Preá (mais conhecida pelo pouco original nome Véu da Noiva) e o "nada" viraram exclusividade do casal Klipp e de quinze famílias que vivem dentro dos cercados do Parque de Aparados da Serra, a 180 quilômetros de Porto Alegre. É que a principal reserva do sul do Brasil andou interditada, passando por reformas para se transformar num parque nacional bem estruturado para explorar o turismo e garantir sua preservação. Reinaugurado em maio de 98, Aparados não tinha seus portões tão abertos assim. Para evitar que sua natureza fosse agredida como antes do fechamento, Aparados ganhou um turismo mais organizado. Os visitantes só podem percorrer três trilhas. As do Vértice e do Cotovelo, ambas na beira do canyon de Itaimbezinho, permitem que se veja diferentes ângulos do paredão de 5.800 metros de extensão. A trilha do Rio do Boi, mais perigosa por ser formada por pedras escorregadias, acompanha o leito do Rio Mampituba cercada por escarpas que se afunilam para formar um dos braços do Itaimbezinho. Novidades como a obrigatoriedade do acompanhamento de guias espantaram alguns freqüentadores - gaúchos, na maioria - que já conhecem as trilhas. Acostumados a entrar e sair dali com total liberdade, eles migraram para o parque vizinho, o de Serra Geral, criado como extensão do primeiro em 1992 para aumentar a área de preservação - e que não tem portões. Antes do fechamento de Aparados, os canyons de fortaleza e Malacara, os mais bonitos da Serra Geral, não eram muito freqüentados. Durante os dois anos de reforma, porém, Serra Geral virou refúgio preferido de quem não queria ficar longe da natureza da região dos Campos de Cima da Terra. Os limites dos dois se confundem e a paisagem se assemelha. A diferença é que no Serra Geral ainda se pode acampar em áreas determinadas e passear sem a necessidade de guias. Na parte alta dos parques se concentra a riqueza biológica do chamado Planalto das Araucárias. Ela atrai pesquisadores que catalogam os pumas americanos, as bromélias, as abelhas silvestres e, é claro, os maiores canyons do Brasil. Numa extensão de quase 250 quilômetros que extrapola os limites dos parques, 63 escarpas de cerca de 1.000 metros de altura aparam abruptamente os platôs de campos - daí, aliás, o nome "Aparados". Embora o tamanho dos canyons do sul seja incomparável com a extensão do Grand Canyon americano, que mede 445 quilômetros, e com a profundidade do canyon de Colca, noPeru, que desce a 3.500 metros de profundidade, eles têm como particularidade a presença da rica mata nativa em seus paredões de pedra.
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