Os cuidados com a saúde emocional compõe importante aspecto da atenção à saúde. A saúde mental e a saúde física são duas vertentes fundamentais e indissociáveis da saúde. A psicóloga e coordenadora de saúde mental do município, Valéska Walber, conta que estima-se que em cada 100 pessoas 30 sofram, ou venham a sofrer, num ou noutro momento da vida, problemas de saúde mental e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave. “A depressão é a doença mental mais frequente, sendo uma causa importante de incapacidade. Estima-se que em cada 100 pessoas, 15 tenham depressão. Em cada 100 pessoas, aproximadamente, 1 sofre de esquizofrenia. A realidade da dependência química também revela-se preocupante, com a chegada do crack, que hoje,aponta índices que sugerem uma verdadeira epidemia”, diz a coordenadora.
De acordo com Valéska os problemas de saúde mental mais frequentes são: ansiedade, mal-estar psicológico ou stress continuado; depressão; dependência de álcool e outras drogas; perturbações psicóticas, como a esquizofrenia; alterações no apetite/sono/libido e alterações comportamentais.
Desde janeiro a secretaria de saúde oferece uma série de novos serviços à comunidade. A "Rede de Atenção à Saúde Mental", como é atualmente designada, abrange dez serviços: ambulatório de saúde mental; CAPS II; CAPSi; Ambulatório de Dependência Química;Ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis(DSTs) e AIDS/Redução de Danos/SAE-Serviço de Atendimento Especializado; COMEN; Parceria com Unidade Psiquiátrica no HCC; Parceria com ABCAL; Parceria com Saúde do Trabalhador e Saúde do Idoso. Cada Serviço possui demanda e equipe técnica específica, capacitada e motivada para atender com qualidade e resolutividade a nossa comunidade.
“Saúde é sentirmo-nos bem conosco próprios e na relação com os outros. É sermos capazes de lidar de forma positiva com as adversidades. É termos confiança e não temermos o futuro”, destaca Valéska.