O prefeito de Carazinho, Aylton Magalhães (PP), considerando as condições da atual safra de milho e soja e da produção leiteira, castigadas pela grande estiagem que se verificou na região e Estado, conforme análise e avaliação das entidades EMATER/ASCAR, Sindicato Rural de Carazinho, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cooperativa Agropecuária e Industrial ltda, Cotrijal e Escritório de Planejamento Agropecuário, com perdas consideradas irreversíveis, decreta situação de emergência.
Segundo a Emater e o Sindicato Rural de Carazinho, as perdas na agricultura ficam entre 30 a 35% na cultura do milho e 25% na soja. Já no feijão e milho safrinha, as perdas ficaram em 100%.
O diretor do departamento de agricultura do município, Ítalo Tonon disse que é lamentável, mas as quebras na safra aconteceram e isso preocupa muito a administração. “Se continuar assim vamos ter que tomar alguma medidas e já estamos nos preparando porque a falta de água para o consumo é o principal problema no interior do município e isso nos preocupa”.
Tonon salientou que o setor leiteiro é um dos mais prejudicados e já existe uma queda significativa na produção. “Estamos atravessando uma fase de pastagens de final de verão, que terminaram mais cedo devido a seca e início das pastagens de inverno, sendo que a de inverno ainda não pode ser plantada até que iniciem as chuvas, explica.
O prefeito Aylton Magalhães disse que os reflexos são graves. “Toda a economia é afetada, diretamente todo o setor comercial e industrial e, consequentemente, geram um problema social com aumento do desemprego e êxodo rural”, declarou Aylton.