O respeito às diferenças, a violência doméstica e o abuso sexual foram os temas que estiveram em debate, nesta quinta-feira (04/8), na apresentação das peças teatrais O Garoto que não sabe rir e Memórias de Nina. A atividade realizada pela Prefeitura de Cachoeirinha através da Secretaria do Trabalho, Cidadania e Assistência Social (SMTCAS) e Serviço Sentinela foi dirigida a professores, pedagogos, organizações governamentais e não governamentais e população em geral. ¿Este momento é importante, pois propõe uma reflexão sobre a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes e também é uma oportunidade de divulgarmos o Serviço Sentinela¿, pondera a coordenadora do Serviço, Mariluce Mendes.
O titular da SMTCAS, padre Ermelindo Lottermann destacou a importância da atividade. ¿É uma maneira de chamarmos a atenção das pessoas sobre temas de extrema relevância. É necessário denunciar para darmos um basta a todas essas situações que trazem tanto sofrimento a crianças e adolescentes¿. Durante a apresentação dos dois espetáculos encenados pelo grupo Dueto Produções Artísticas e Culturais as servidoras da escola municipal de ensino fundamental Costa e Silva, mostraram indignação diante das situações interpretadas pelos artistas. ¿Existe muito preconceito e discriminação, percebemos no nosso cotidiano. O abuso sexual é uma violência inconcebível e todos nós temos que combater¿, enfatizaram as servidoras Marilene Brasil Ribeiro (53 anos), Glacy Rodrigues Madruga (46 anos), Erna Maria Amaral dos Santos (54 anos) e Ilza Marques (59 anos).
As apresentações das duas peças aconteceram na sede da SEC e fizeram parte da programação prevista do Serviço Sentinela para o ano de 2008.
O que é o Serviço Sentinela ¿É um serviço especializado de enfrentamento e combate à violência e à exploração sexual de crianças e adolescentes. É um conjunto de ações sociais e multiprofissionais que visa à formação e capacitação da rede de atendimento municipal, bem como intervenção de equipes especializadas no atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência e exploração sexual e de suas famílias. Em Cachoeirinha, o serviço conta com uma equipe multidisciplinar constituída de assistente social, psicóloga e assessor jurídico.
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