Os serviços de saúde pública, se bem administrados, aliados à conscientização da comunidade, através da doação de órgãos, podem salvar muitas vidas como de Ângela Maria Mairesse, de Fazenda Vilanova. Há aproximadamente três anos ela estava na fila do transplante de coração e isso foi possível neste mês de setembro. “É mais que realizar um sonho. É nascer novamente”, disse a dona de casa de 55 anos, completados sete dias depois de receber o novo coração.
Casada e mãe de 2 filhos, ela descobriu que tinha midiocardiopatia crônica aos 38 anos e desde então, vinha se tratando na busca de uma cura que evitasse o transplante de seu coração doente. Segundo sua filha, Inês, o surgimento das células tronco foi uma alternativa sugerida pelos médicos que a atendiam. “No entanto, ficou constatado que as novas células não seriam suficientes para reconstituir as partes doentes do coração”, disse. Dessa forma, o transplante tornou-se inevitável.
Ao mudar-se para Fazenda Vilanova, no ano de 2006, Ângela passou a receber assistência médica da equipe de Saúde do Município e foi aí que tudo se encaminhou para a busca de um novo coração. A ex-calçadista recebeu toda assistência necessária dos médicos, enfermeiras e da equipe de profissionais do Centro Municipal de Saúde e posteriormente, foi conduzida ao atendimento médico especializado do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, da Fundação de Universitária de Cardiologia (IC-FUC) de Porto Alegre, sob os cuidados da Dra. Solange Bordignon, que passou a acompanhar seu caso e a encaminhou para a fila de transplantes.
Dona Ângela fala da angústia e da demora por um doador. Segundo ela foram quase três anos de plantão. A cada final-de-semana ou feriado, todos permaneciam de prontidão para um chamado de emergência. “Inclusive a equipe de Saúde do Município”, lembrou. O secretário José Luiz Laureano afirma que uma ambulância permanecia, permanentemente, de sobreaviso para remover a paciente a qualquer momento.
|