Chove lá fora e aqui dentro do meu peito, também. Aos poucos, a chuva molha o chão.
Enquanto o pranto inunda o meu coração, para os meus sentimentos confusos não encontro explicação.
Por isso, não reajo; só os sinto e assim, me deixo transbordar pelo aguaceiro, que cai impiedoso no solo da minha alma.
Que me fertilize! Que me traga multiplicação! Que o choro seja útil, afinal!
Só assim saberei que, cada vez que eu chorar uma semente nova vai brotar, de esperança.
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