Page Views: 733
Publicação: 02/10/2007
|
|
|
|
|
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, sob a administração de Ernesto Dornelles firmou, em 1951, um contrato com Locatelli para a pintura de três salas: o Salão de Banquetes (hoje Salão de Atos ou de Audiências), o Salão de Honra ou Festas (hoje Salão Negrinho do Pastoreio) e o Salão de Senhoras (hoje ante-sala do Gabinete do Governador). As obras foram executadas entre 1951-1955 e restauradas entre 1988 e 1989. Salão de Audiências Neste salão encontra-se o painel intitulado "A Formação Histórica - Etnográfica do Povo Rio-Grandense". São 25 metros quadrados onde estão representados os índios, as Entradas e Bandeiras, as Missões, a criação das fazendas (agricultura e pecuária), o gaúcho (onde o artista se retrata em primeiro plano) e o progresso (simbolizado pela energia elétrica e uma represa). Olhando com atenção, observa-se o contorno do mapa do Rio Grande do Sul no centro do painel. Ao lado, o mural intitulado "A Fundação da Cidade de Rio Grande", mostra o desembarque de Silva Paes, fundador do forte do Rio Grande, dando início à ocupação oficial do Rio Grande do Sul pelo governo português. Salão Negrinho do Pastoreio O espaço torna-se majestoso com a luminosa presença dos 18 painéis de Locatelli que descrevem a lenda mais popular do Rio Grande do Sul. O artista sublimou a visão da lenda do Negrinho do Pastoreio no grande painel central, no teto, onde aparece o negrinho gauchesco cavalgando pelos céus do Rio Grande do Sul, montado em seu potro de estimação. Conta a lenda que no tempo da escravidão, existia um negrinho tão humilde que nem nome tinha. Não havia sido batizado e, por isso, sua madrinha era Nossa Senhora, a padroeira dos desvalidos. O Negrinho tinha por obrigação pastorear uma tropilha de cavalos de pelo baio de seu sinhô estancieiro. Certa noite, a tropilha se extraviou pelo campo afora e o patrão ameaçou que mataria o Negrinho caso ele não reencontrasse os cavalos perdidos. O coitadinho acendeu um toco de vela para Nossa Senhora e saiu pelo campo afora e, cada pingo de sebo que caía no chão era nova vela que, milagrosamente, se acendia. Atraída por essa luz, a tropilha perdida voltou. Mas a tropilha não foi reencontrada a tempo e, por pura maldade, o patrão enterrou meio corpo do Negrinho em um formigueiro para que as formigas o devorassem. No outro dia, quando o estancieiro foi conferir se o Negrinho havia morrido, com surpresa viu que ele subia aos céus, acompanhado por seus cavalos baios e tendo à mão o toco de vela em louvor a Nossa Senhora. Hoje ele é o achador de coisas perdidas. Humilde Negrinho campeiro que logo nos atende, bastando que seja acendida uma velinha em seu louvor, diz a lenda. Ante-Sala do Gabinete do Governador Encontram-se nesta sala três murais, dedicados à Arte, Música, Agricultura e Pecuária. No Mural da Arte, Locatelli retrata sua mulher, Mercedes, e seu filho Roberto, ambos com pincéis na mão. O Mural da Agricultura e Pecuária é amparado na unidade familiar onde o pintor retrata seu filho, como o menino, sua filha Cristina segurando uma pomba; sua esposa, como mãe, e ele próprio, como gaúcho. Nesta área, não é permitida visitação pública. ONDE Rua Duque de Caxias, s/n - Praça Mal. Deodoro da Fonseca - Centro Horários de visitação: de segundas a sextas-feiras, das 9h00 às 11h30 e das 14h00 às 17h30.
|
|
| Fonte: |
Escritório de Turismo de Porto Alegre |
|
|