O estudo que a Pucrs realiza em Porto Alegre sobre Acessibilidade na Capital foi tema de reunião, na manhã de hoje, 5, de representantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da universidade e da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis). Participaram do encontro os professores Mário Ferreira, Ana Cé, Suzana Babosa e José Carlos Campos, responsáveis pela pesquisa, e o secretário Especial de Acessibilidade e Inclusão Social, Tarcízio Cardoso, o secretário adjunto, Rui Alberto Fank, e o coordenador de Acessibilidade da secretaria, João Toledo. Ferreira destacou que o resultado do estudo da PUC será encaminhado à Seacis em novembro.
“O Centro foi estudado integralmente e os bairros são diagnosticados por amostragem”, explica Mário Ferrreira. De acordo com o coordenador da pesquisa, excetuando o Centro da cidade, foram detectados 141 nós relativos à acessibilidade, nas diferentes regiões da cidade. Os dados desse diagnóstico irão subsidiar a criação do Plano Diretor de Acessibilidade, a ser encaminhado pelo Executivo à Câmara Municipal pelo prefeito para análise e votação. Antes, a proposta será levada à análise e discussão da comunidade, em reuniões e audiências temáticas.
Acessibilidade - O estudo, inédito no País, tem o objetivo de diagnosticar as condições de acessibilidade e mobilidade em Porto Alegre. Os resultados formarão a base de dados que irá compor o Plano Diretor de Acessibilidade. O levantamento científico começou em março com a participação de 30 estagiários, alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Puc, coordenados pelos professores-pesquisadores Mario Ferreira, Ana Cé, José Carlos Campos e Suzana Barbosa, do Núcleo de Acessibilidade e Mobilidade Urbana da Pucrs, que trabalham atualmente na interpretação dos dados.
Na parte inicial do projeto, o Centro da cidade foi dividido em quatro partes, analisadas por inspeções visuais, registros em planilhas e fotografias. A segunda parte prevê o levantamento de campo em outros bairros.
Mais abrangente que ações voltadas a pessoas com deficiências, o conceito de acessibilidade contempla os diversos segmentos da população, que incluem crianças, gestantes, idosos, pessoas obesas e população adulta em geral. São catalogados passeios públicos, praças, terminais, mobiliários e equipamentos, como bancas de revistas, orelhões e lixeiras, travessias de pedestres, sistemas viários e de informação, que incluem estacionamentos e semáforos.
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