www.riogrande.com.br


          
 

  Porto Alegre,
                
 
Home| Login| Anuncie| Classificados| Notícias
 

 

VISITANTES

  Home
  Busca
  Municípios
  Novidades
  Populares
  Site Antigo
  Contato
  Chat
 

USUÁRIOS

  Cadastro
  Publicar
  Favoritos
  Minha Conta
  Postais
  Postais Grêmio
  Postais Inter
  Meu Link
  Classificados
  ClassiBR
  AnúnciosBR
  SP Virtual
 
 

POPULARES


  1.  A produção artesanal de artefatos
 

ONLINE


Bem-vindo(a), convidado !
Temos agora
0 usuários
e 70 convidados online
 
 







Você está aqui:   Home > História Gaúcha > Couro & Calçado > 3 - Produção artesanal

A produção artesanal de artefatos

Comentários | Adicionar a Favoritos | Enviar a Amigos |


Page Views: 978
Publicação: 08/09/2007

 Embora o processamento de couros e a fabricação de seus artefatos, nas Missões, se aproximasse, pela forma de organização do trabalho, das corporações medievais, existiam algumas características especiais.
 
 Sua estrutura era "emprestada", adotada pelos jesuítas por ser aquela que mais se adequava ao sistema de controle do trabalho por parte dos religiosos. Ao contrário das corporações da Idade Média, onde a decisão sobre as quantidades de produtos a serem confeccionados, o número de artesãos e aprendizes a exercerem a profissão e os processos de produção a serem seguidos eram tomados pelos artesãos (ou pela fatia mais privilegiada deles), as corporações de ofícios das reduções jesuíticas eram controladas pelos padres, que, ao instalá-las, tinham por objetivo a auto-suficiência dos núcleos missioneiros.
 
 Em razão dessa característica, torna-se difícil estabelecer até que ponto os artigos produzidos pelo artesanato missioneiro eram mercadorias. A crer-se nas afirmativas de Lugon, eles tinham, de fato, valor de troca, uma vez que eram comerciados com os espanhóis; mas o mesmo Lugon frisava que "as diversas oficinas trabalhavam para a comunidade e entregavam-lhe os seus produtos", os quais seriam distribuídos, de acordo com a necessidade, para os índios.
 
 Nesse caso, os artigos teriam apenas valor de uso, uma vez que atendiam às finalidades a que se destinavam, sem que fossem transferidos a quem iriam servir como valor de uso, por meio de troca.
 
 Situação semelhante existia naquelas regiões do Rio Grande onde eram produzidos os artefatos exclusivamente para atender às necessidades de uma unidade, como uma estância. Os artigos eram confeccionados para serem utilizados no próprio local, e não apra troca ou venda. O mesmo não acontecia nas cidades. Nestas, grande parte do artesanato era destinado à venda, sendo, portanto, mercadoria.
 
 Quem, nas cidades, produzia os artefatos (em especial os de couro) para serem vendidos? Uma certa quantia deles, consumida pelas camadas mais ricas da população, era importada.
 
 Outra porção era feita por artesãos, livres ou escravos. Os escravos de ganho, a quem era ensinada uma profissão, para que depois alugassem seus serviços, foram, de início, mais numerosos do que os artesãos livres. Segundo a descrição de Luccock, viajante inglês que esteve no Rio Grande em 1809, na cidade de Rio Grande havia apenas um sapateiro livre, sendo, os demais, cativos (possivelmente escravos de ganho).
 
 No curtimento de couros, a situação era diversa: pelas características do trabalho a ser realizado, que exigia um certo conhecimento técnico e dificilmente podia ser executado por apenas um homem, era provável que o serviço fosse, ao menos, orientado por um técnico livre. A única referência existente sobre a forma de funcionamento dos curtumes antes da chegada dos imigrantes alemães, diz respeito a um estabelecimento localizado na estância de José Egydio, Barão de Santo Amaro, nas proximidades de Porto Alegre.
 
 Esse curtume foi montado por volta de 1820, e o relato feito na época dava conta apenas de um técnico francês, o "Sr. Gavet, antigo curtidor em Paris", que seria o responsável pela instalação do curtume. Já na Revista do Archivo Publico, nº 8, de 1922, citavam-se "operários franceses", que trabalhavam sob a orientação do Sr. Gavet. O mais certo é que sob as ordens de operários especializados franceses, trabalhassem escravos de propriedade do dono do curtume.



Fonte:   Lígia Gomes Carneiro

Google
 


Fotos Adicionais

Classificação Média dos Visitantes:    1.00 (até 5)
Número de votos: 1 Votos

Vote no artigo:
 Comentários dos visitantes (0)
escreva um comentário (NÃO é para contatar o site)
(Não foram encontrados comentários. O seu pode ser o primeiro!)


 




 
Ajuda | Termos de Uso | Política de Privacidade | Contato | Fale a Seus Amigos

Copyright © 2001-2008, Infomídia Produções Ltda. Todos os direitos reservados.