www.riogrande.com.br

Pôr-do-sol no Guaíba - Foto Carla Guimarães
          
 

 
Home| Login| Anuncie| Classificados| Notícias
 
 

VISITANTES

  Home
  Busca
  Municípios
  Novidades
  Populares
  Site Antigo
  Contato
  Chat
 

USUÁRIOS

  Cadastro
  Publicar
  Favoritos
  Minha Conta
  Postais
  Postais Grêmio
  Postais Inter
  Meu Link
  Classificados
  ClassiBR
  AnúnciosBR
  SP Virtual
  Troca Links
 
 

POPULARES


  1.  Silagem de Colostro é reconhecida nacionalmente
  2.  Produção de leite já cresceu 14% no primeiro semestre de 2007 no Estado
  3.  Emater e prefeitura de Bagé assinam convênio para rastreabilidade bovina
  4.  Secretaria da Agricultura faz homenagem a Paixão Cortes
  5.  Técnicos conhecem usos e costumes sobre plantas bioativas
  6.  Irga participa da Fenaoeste em São Borja
  7.  Seminário debate uso de plantas medicinais no controle de doenças do gado leiteiro
  8.  Secretário Machado abre 40ª Expofeira em Santa Maria neste sábado
  9.  Noroeste Colonial comemora Dia Estadual do Leite com seminário nesta quarta-feira
  10.  Parceria do Meio Ambiente na 3ª conferência nacional
 

ONLINE


 
 



Pesquisa personalizada




Você está na seguinte Editoria:   Home > Notícias > Economia > Agropecuária

Técnicos conhecem usos e costumes sobre plantas bioativas

Comentários | Adicionar a Favoritos | Enviar a Amigos |


Publicação: 14/09/2007

O pequeno município de Sede Nova, com pouco mais de 3 mil habitantes, foi o primeiro a ser visitado por um grupo de técnicos da Emater/RS-Ascar interessados em saber como as comunidades rurais estão utilizando as plantas bioativas e seu contexto cultural. “Um dos eixos do nosso trabalho é a promoção da saúde, sendo um dos focos o trabalho com plantas bioativas. Contudo, este ano nós nos propomos a ouvir a comunidade para analisar o saber popular, a biodiversidade, a identificação e o uso correto das plantas”, explicou a coordenadora da área de Bem-Estar Social da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí, Elisabete Ristow.

Em Sede Nova, o grupo da Emater/RS-Ascar, que representava 12 municípios da Região Noroeste, conheceu o trabalho que vem sendo realizado há 20 anos no município pelas mulheres campesinas da Associação Marcilda. “Saúde alternativa para nós é a promoção da vida das pessoas. A gente vê a pessoa de uma forma holística, energética e não como uma máquina que precisa repor peças”, disse a coordenadora da Associação, Hilga Almeida.

A sede da Associação é bastante freqüentada por pessoas de todas as idades e classes sociais, que chegam em busca de xaropes, pomadas e orientações.“Nós cobramos, basicamente, a matéria prima. A nossa Associação não tem fins lucrativos”, frisou uma das sócias.

Os produtos são elaborados a partir de uma lista bastante extensa, onde figuram nomes de plantas como o poejo, a maçanilha, a tançagem, a babosa, a carqueja, o funcho e a calêndula, além de uma infinidade de sementes, como girassol e amendoim, e do mel, própolis e melado. “Ninguém fica anêmico se comer beterraba com melado”, sugeriu uma agricultora. “Eu me sinto viva quando trabalho com as plantas. Eu preciso da energia delas”, disse a agricultura Cenalira da Silva. Aos 77 anos, dona Lila, como é conhecida, desenvolveu o gosto pelas plantas com a mãe e avó. Mas ampliou o conhecimento herdado da família com a ajuda dos livros. “Nós temos muitos livros na associação. Eles nos orientam, pois o remédio pode virar veneno, dependendo da dose. Tudo que é em excesso faz mal”, alertou ela.

O encontro com os técnicos da Emater/RS-Ascar incluiu duas oficinas, em que as agricultoras demonstraram como elaboram um xarope, usado, em caso de gripe e resfriados, e, outra, para mostrar como elas utilizam o pêndulo (objeto pequeno, com uma ponta, suspenso por um fio).

Essa demonstração, em particular, despertou a curiosidade de alguns técnicos que se submeteram à análise do pêndulo. Sobre a mão do técnico estendida, dona Hilga segurou o pêndulo. A cada pergunta que a agricultura fazia, o pêndulo girava em sentido horário, indicando que a resposta para a pergunta era “sim” ou no sentido anti-horário, movimento interpretado como “não” para a resposta. “Desde a antigüidade já se usava o pêndulo. Ele indica que as pessoas emanam energia positiva ou negativa. Ninguém é neutro”, explicou a irmã da congregação Santa Paulina, Silvia Haas.

A religiosa foi convidada pela Emater/RS-Ascar para transmitir seus conhecimentos sobre Florais de Bach, denominação dada ao legado deixado pelo biólogo Edward Bach sobre o uso de essências florais, utilizadas para restabelecer a integralidade do indivíduo que se encontra separado de si mesmo, com a alma e o corpo desalinhados. “O estado mental da pessoa afeta o físico. Um pensamento negativo é a porta de entrada para a doença, que é um desequilíbrio da energia da pessoa. A mente sadia, as emoções controladas evitam doenças”, disse Haas.

Uso responsável das plantas
Um aspecto que o grupo Marcilda fez questão de destacar diz respeito à ética que envolve a manipulação das plantas e a indicação do uso para as pessoas leigas. “Nós não curamos ninguém. Nós indicamos caminhos”, disse Almeida. A mesma preocupação, segundo Ristow, tem norteado as ações da Emater/RS-Ascar, que procuram estar em harmonia com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, em vigência no país desde junho de 2006, a partir de um decreto do presidente Lula. O principal objetivo dessa política é garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicas, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional. “É importante saber o que a ciência pensa, mas neste ano nos propomos a conhecer o trabalho feito nas comunidades, reavaliando a cultura popular, pois jamais gostaríamos de ser um dos responsáveis por tirar da mão do povo esse conhecimento”, disse o coordenador da Microrregião de Três Passos da Emater/RS-Ascar, João Schommer.

Experiências semelhantes à de Sede Nova, realizadas com plantas bioativas, devem motivar novos encontros entre os técnicos da Emater/RS-Ascar e as comunidades rurais de Tenente Portela, Bom Progresso e Tiradentes do Sul nos próximos meses.

Plantas bioativas
A coordenadora da área de Bem-Estar Social da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí, Elisabete Ristow, explica que a Instituição tem adotado a expressão “plantas bioativas” para definir aquelas que possuem alguma ação sobre os seres vivos. Assim, se enquadram nesse conceito as plantas medicinais, aromáticas, condimentares, inseticidas, repelentes e tóxicas, entre outras. “A alface e o repolho da nossa horta, por exemplo, são plantas bioativas”, exemplificou Ristow.


Fonte:   Emater/RS-Ascar
Fotos Adicionais



Google
 





Classificação Média dos Visitantes:    3.00 (até 5)
Número de votos: 2 Votos

Vote no artigo:
 Comentários dos visitantes (0)
escreva um comentário (NÃO é para contatar o site)
(Não foram encontrados comentários. O seu pode ser o primeiro!)


 




 
Ajuda | Termos de Uso | Política de Privacidade | Contato | Fale a Seus Amigos

Copyright © 2001-2008, Infomídia Produções Ltda. Todos os direitos reservados.