Foi um final de semana de fúria das águas no Rio Grande do Sul com os temores manifestados nos inúmeros alertas se confirmando a cada hora que passava. O domingo termina com um saldo trágico no estado. Uma pessoa morreu afogada no Vale do Rio Pardo, diversas estradas estão interrompidas e há enchente após diversos rios terem transbordado. O volume de chuva no Rio Grande do Sul nos últimos sete dias ficou entre os mais altos do mundo no período (leia mais). Algumas localidades registraram até 300 milímetros de precipitação em poucos dias. Na capital, o volume de chuva na estação meteorológica que monitoramos no centro da cidade indicou neste domingo 62 milímetros. No sábado já tinha chovido 48 milímetros. O maior volume de chuva em 24 horas no mês de setembro em Porto Alegre na série histórica 1961-1990 deu-se em 1967 com 95 milímetros no dia 19. Considerando os volumes de 1 milímetro na sexta, 24 na quinta e 29 na terça-feira, a chuva acumulada em Porto Alegre em apenas seis dias atingiu 154 milímetros. A média histórica de todo o mês de setembro é de 139,5 milímetros. No interior, o observador da MetSul Meteorologia Marcelo Zanetti registrou em vídeo impressionante com exclusividade a fúria das águas do Rio Carreiro entre Serafina Correa e Nova Bassano.
Estas cenas se repetiram por diversas comunidades gaúchas e levaram à população ao desespero. A MetSul Meteorologia acaba de atualizar com novas fotos a galeria de imagens da enchente no Rio Grande do Sul. Neste momento o ar frio ingressa no Rio Grande do Sul acompanhado de vento forte e a temperatura cai acentuadamente na maioria das regiões. Em Porto Alegre, os termômetros já indicam 13 graus, mas com sensação menor devido ao efeito do vento forte e da fina garoa que insiste em cair. O frio, advertiu o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, apenas deve aumentar nas próximas horas e, felizmente, deve mandar embora a chuva.
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