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A velha ponte do Moinho, um local estratégico

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Page Views: 992
Publicação: 08/09/2007


 Porto Alegre mal dava seus primeiros passos no século XVIII quando, fora dos limites de sua pequena vila, uma ponte já começava a preocupar suas autoridades. Tratava-se de permitir mais facilmente o acesso a uma parte significativa dos arredores da povoação, para onde se daria a expansão natural de uma futura cidade. No local onde viria a se construir a estratégica ponte - importância essa confirmada quando os farrapos a tomaram numa escaramuça com as forças imperiais antes de conquistarem Porto Alegre, no início da Revolução Farroupilha -, havia antigamente um moinho d'água de Francisco Antônio da Silveira, o Chico da Azenha. Azenha, porque ele era o proprietário da azenha onde se moía o trigo que atendia as necessidades de farinha da vila.
 
 Segundo o "Guia Histórico" das ruas de Porto Alegre, de Sérgio da Costa Franco, em 1777 os membros da Câmara Municipal de Porto Alegre já discutiam a concessão de verbas para a construção da ponte, que, portanto, foi a primeira edificada no local. Mas que não foi duradoura, por uma razão que as pessoas que ainda hoje se movimentam pela avenida Ipiranga percebem muito facilmente: quando chove nas cabeceiras do arroio Dilúvio. Em pouco tempo ele pode passar de um pacato arroio a um violento riacho, profundo e com muita correnteza.
 
 Portanto, em 1802, os vereadores precisaram se reunir novamente para tratar da ponte, desta vez para mandar reconstruí-la "à custa de todos os moradores que transitam pela dita ponte", como informa Costa Franco. A reconstrução foi efetuada várias vezes, até que em 1935 foi feita a que ainda se mantém no local: mais larga e bem mais sólida que as anteriores, como facilmente se verifica ao observar-se a estrutura que diariamente suporta uma intensa movimentação de veículos. Das 7 às 20 horas passam pela ponte, diariamente, quase 100 mil veículos.


Fonte:   Lígia Gomes Carneiro

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Lamento que não exista fotografias antigas e recentes para enriquecer o texto.
Desde já, agradeço a oportunidade de conhecer mais um evento da nossa história do Brasil. Espero, também, que conheçam um pouco da história do meu Estado do Pará, que tem passagens de grande instabilidade política e enfrentamentos armados.
21/01/2008 - t. pereira


 




 
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