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Publicação: 08/09/2007
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O pesquisador francês Saint-Hilaire (1820) afirma que era quase impossível encontrar alguém na província do Rio Grande do Sul que não utilizasse cavalo, e não está se referindo somente a empregados rurais de estâncias. “Os habitantes passam a vida, por assim dizer, a cavalo, e freqüentemente locomovem-se a grandes distâncias com rapidez suposta além das possibilidades humanas.” O francês Arsène Isabelle dá este testemunho em visita ao interior riograndense no inicio do século passado: “ Fomos a pé até a povoação (São Borja), ainda que o calor estivesse excessivo. Os habitantes (...) acostumados a não darem um passo à pé, nos olharam muito admirados.” Causava espanto verem pessoas desmontadas. Saint-Hilaire (1822) diz quase o mesmo. O pesquisador perdeu-se no Rio Grande e foi bem recebido em uma casa, mas com admiração por estar à pé “pois nesta região, mesmo pobre, inclusive os escravos, não dão um passo sem ser a cavalo.” O Conde d’Eu afirma que para o riograndense (é interessante notar que ele confunde os termos gaúcho e riograndense já em 1858) era depreciada a pessoa que não sabia montar. Já naquela época esta pessoa era considerada (vejam bem, 1858) “baiana”. O escritor alemão Karl May, buscando material para suas novelas, tinha excelentes compilações de relatos de pesquisadores e historiadores que estiveram nos pampas da América do Sul por volta de 1850. Nelas ele fala das crianças gaúchas “com pouco mais de dois anos de idade, saírem montadas, a galope, campo afora.”
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| Fonte: |
Evaldo Muñoz Braz |
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