| O ciclo de palestras Amazônia Azul, uma promoção da Escola do Legislativo, da Marinha Brasileira e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, encerrou-se nesta terça-feira (25) com o tema O bicentenário do Almirante Tamandaré. A palestra foi proferida pelo vice-almirante Armando Senna Bittencourt, diretor do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha do Rio de Janeiro, no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. O evento aconteceu na seqüência da Assembléia Geral Comemorativa dos 87 anos do Instituto.
Durante sua fala, o especialista contou a trajetória do herói da Marinha brasileira a partir da exibição de imagens de Tamandaré e de fatos históricos. Confira, abaixo, um bate-papo com Bittencourt.
Pergunta – Qual a importância do Almirante Tamandaré para a Marinha brasileira?
Armando Bittencourt – Tamandaré não é só importante para a Marinha brasileira, mas para o país todo. Ele entrou para a Marinha aos 15 anos no episódio da nossa independência, perseguiu a marinha portuguesa até a foz do Tejo. Sua entrada já foi um batismo de fogo. Aos 18 anos, foi herói na Guerra Cisplatina. A história de Tamandaré, que participou da repressão de todas as revoltas que queriam dividir o Brasil, da intervenção no Uruguai, da Guerra do Paraguai, é quase a história da Marinha. E é um exemplo para todos os brasileiros por seu ideal, por ser uma pessoa honesta e correta e que sempre perseguiu seus objetivos com coragem e moral. Um exemplo para todos os tempos.
Pergunta – No mundo de hoje existe espaço para esse tipo de herói?
Bittencourt – Ele viveu em um período em que ocorreram cinco guerras externas, sem contar as revoluções internas. Acho que sim. Tamandaré se identifica com os que consolidaram o que é o Brasil e permitiram que recebêssemos essa herança de sermos um país quase continental, unido e que fala a mesma língua.
Pergunta – Os brasileiros valorizam o legado de Tamandaré?
Bittencourt – Na Marinha tenho certeza de que é muito valorizado. Sei, também, que pessoas sérias que pensam no país verdadeiramente, historiadores, prezam o que ele fez e acreditam que seu legado é importante.
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