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Torres: A geologia de Torres

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Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007


A região de Torres está inserida dentro da chamada Planície Costeira do Rio Grande do Sul. É representada pela Formação Serra Geral (basalto); Formação Botucatú (arenito) e os sedimentos quaternários da Província Costeira, representados desde Depósitos de Encosta do tipo tálus, Depósitos Lagunares, retrabalhamento fluvial, até depósitos marinhos antigos (paleocenas) e atuais (dunas litorâneas) e marinhos praiais.
 
 A evolução da Província Costeira na região norte do Rio Grande do Sul se deu através de quatro transgressões marinhas, que formaram as quatro barreiras marinhas, e remodelaram o relevo anteriormente tomado pelo Basalto Serra Geral e o Arenito Botucatú. Formando os pacotes sedimentares, das planícies e parte das encostas de morros interiores da Planície Costeira interna. Estes eventos ocorreram durante o Cenozóico, iniciando no final do terciário (plioceno, 2,1 milhões de anos), e pelo quaternário (2 milhões de anos), estendendo-se até os dias de hoje.
 
 Os depósitos Cenozóicos incluem desde os ambientes continentais até os fluviais (canais e planícies aluviais). Passam pelos depósitos transacionais costeiros do tipo Deltas Lagunares e Barreiras Marinhas, onde estão incluídos os sedimentos arenosos, e aflorantes na área Central de Torres; até os depósitos marinhos de plataforma.
 
 As rochas basalticas, formadoras do Morro do Farol, Guaritas e Itapeva, têm sua existência geológica datada de aproximadamente 140 milhões de anos, idade do Basalto Serra Geral, de idades geológicas jurássico-cretácea, da era Mesozóica. Alteradas pelos processos intempéricos durante o período Terciário (de 2 a 65 milhões de anos), e principalmente no Quaternário ( 2 milhões de anos), quando das quatro transgressões e regressões marinhas, que sofreu a região na Era Cenozóica, gerando a sua atual forma de Falésias e Morros Testemunhos na beira do mar, aspecto único em todo o Litoral do RS.
 
 A geologia do local foi responsável pelo nome da cidade, devido às suas três torres de rocha basáltica, que compõem as Guaritas e o Morro do Farol, no perímetro urbano da cidade, e são as grandes responsáveis por suas belezas naturais.
 
 Estes derrames de lava basáltica ocorreram em todo o Brasil Meridional, desde o fim da Era Mesozóica até o Terciário, recobrindo aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados de extensão, sendo o maior derrame basáltico do mundo, tendo sido gerado pela ruptura da crosta terrestre, quando da separação da América do Sul da África, há aproximadamente 150 milhões de anos. Foram sucessivos derrames de lava basáltica que em alguns lugares como Torres chegaram a até mil metros de espessura.
 
 Estas rochas escuras e pesadas tendem a se cristalizar em prismas hexagonais de aspectos colunares, comuns nas Guaritas e no Morro do Farol. Este relevo de dissecação fluvial e marinha, erodiu todo este espaço das Guaritas até a Serra Geral, à oeste, restando somente alguns morros testemunhos de basalto e arenito, sobre os quais se assentam sedimentos marinhos da Planície Costeira do Rio Grande do Sul, de idade Quaternária.
 
 Nesta área o basalto forma o relevo do tipo "falésias", cujo reverso para o continente é suave e apresenta grutas de ressaca na zona de abrasão marinha. Isto resultou em relevos de planície costeira, chamados "Morros testemunhos", aspecto único do Litoral Brasil, privilegiadamente a cidade de Torres.


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