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Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007
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A retração das águas do mar também explica o princípio de um fenômeno natural, que não chegou a operar-se por completo, mas que, mesmo assim, apresenta alguma beleza. Trata-se das furnas que as águas começaram a escavar nas "torres", quando estavam entre cinco e oito metros mais altas do que atualmente. Com algumas limitações, é possível observar essa "escavação". Um dos pontos de observação das furnas é a chamada "Pontezinha", ao norte da chamada Torre do Meio. Em outros locais existem acessos e escadarias de ferro que oferecem diversos ângulos, embora o melhor seja o propiciado a partir de um barco, no mar, que pode ser alugado para passeios, entre os pescadores da região. Da esquerda para a direita, olhando-se a "torre" de frente, observa-se a furna mais famosa, a do diamante, onde, segundo as lendas, estaria escondido um diamente preciosíssimo; a furninha, que é a maior delas; a furna grande, que, curiosamente, é a menor delas, consistindo unicamente no começo de uma gruta; e, à direita, a furna de fora e as furnas secas. Ninguém deve procurar confirmar a lenda, quanto à existência de diamantes e riquezas: nas furnas existe somente muita água e morcegos, e o acesso é impraticável. Da mesma forma, nas torres também não existem tesouros de jesuítas, cujas supostas riquezas, na época em que comandavam as reduções dos índios nas Missões, povoam lendas e crendices em todas as regiões do Rio Grande do Sul, sem que, em algum momento, tenha sido encontrada sequer uma moeda de ouro.
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