Page Views: 473
Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007
|
|
|
|
Com as praias, as "torres" e a história conhecida, o visitante pode então dedicar-se a conhecer o velho ponto de entrada na região, o rio Mampituba, que também já foi chamado Boipetiva (ou pantanal de muitas cobras). Ali existem muitas coisas para fazer, além de almoçar ou jantar nos diversos restaurantes, que são os melhores de Torres, todos especializados em peixes e frutos do mar, servidos em grande quantidade, quase que da rede para o prato. Uma das atrações da beira do Mampituba logo salta aos olhos. Trata-se da Ponte Pênsil, construída inicialmente em 1970 para ligar o chamado Passo de Torres, no Estado de Santa Catarina, à cidade de Torres, em território gaúcho, e permitir o tráfego de pedestres sobre o rio Mampituba, por uma estrutura de madeira, arame e cabos de aço. O que nem todos sabem é que se presenciou ali quase uma tragédia de grandes proporções, a qual, contada tantos anos depois, pode parecer uma comédia. A inauguração da ponte deveria consistir no encontro, em seu meio, de duas comitivas: uma vinda do lado catarinense, tendo à frente o prefeito de São João do Sul, e outra formada pelo prefeito de Torres, secretários, assessores e outras autoridades. Quando se encontraram no meio para desatar o laço, ato que dava a ponte por inaugurada, a estrutura cedeu e todos caíram na água, porque um dos cabos de aço estava partido por dentro e não sustentou todo o peso. Não houve vítimas e a ponte foi refeita, com toda a segurança, depois do que nunca mais houve qualquer acidente. Quem tiver medo de atravessá-la, pode optar por uma balsa, a cem metros dali, operando de forma permanente. A Barra do Mampituba reserva ainda um bonito espetáculo: a pesca da tainha e de outros peixes, com a ajuda de botos, como ocorre em Santa Catarina, na Praia de Laguna. Os botos levam os peixes para a barra e Mampituba adentro, mais ou menos até a altura da ponte pênsil, onde, alertados por saltos de aviso, os pescadores lançam suas redes para capturá-los. Da espécie de sociedade formada, os botos levam como vantagem uma farta alimentação à base de tainhas e outros peixes, retirados das redes sem nenhum dano ou jogados pelos pescadores. Quando têm dificuldade para pescar, os próprios pescadores alimentam os botos, por vezes colocando-lhes os peixes na boca. São muitos os botos que povoam essas águas e alguns, como "Asa Mole" e "Carona" - pois todos têm nomes e são facilmente identificados pelos pescadores -, deixaram saudades pela ajuda que davam.
|
|
|
|
|
|