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Mata Atlântica
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MATA ATLÂNTICA
Visão Geral
(Contribuição do geólogo e
consultor ambiental Jorge Augusto da Silva)
As florestas tropicais são os ecossistemas que detêm a maior diversidade de espécies
dentre todos os demais do planeta.
Apontada, por especialistas conceituados, como uma das duas florestas tropicais mais
ameaçadas de extinção, a Província Florestal Atlântica, ou simplesmente Mata
Atlântica, à época do descobrimento apresentava 1.000.000 de quilômetros quadrados -
12% do território nacional -, e hoje está reduzida a cerca de 5% da cobertura original.
A floresta Atlântica desenvolve-se pelo litoral das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do
país, avançando para o interior em extensões variadas. Sua diversidade resulta das
condições climáticas, de altitude e de latitude, ao longo de uma faixa florestal
originalmente contínua.
A Mata Atlântica é uma floresta tropical plena, associada aos ecossistemas costeiros de
mangues nas enseadas, foz de grandes rios, baías e lagunas de influência de marés,
matas de restinga nas baixadas arenosas do litoral; às florestas de pinheirais no
planalto, no Paraná e em Santa Catarina; e aos campos de altitude nos cumes das Serras da
Bocaina, da Mantiqueira e do Caparaó. A maior parte das espécies da fauna e da flora
brasileiras, em vias de extinção, são endêmicas à Mata Atlântica.
Seus remanescentes estão associados a florestas secundárias de grande importância,
formando um conjunto único de significado mundial. Grandes áreas contínuas de mata
estão concentradas ao longo das serras da Mantiqueira, do Mar e Geral (RS) em escarpas de
difícil acesso.
Atualmente cerca de 80 milhões de pessoas, mais de 50% da população brasileira, vivem
nessa área que, além de abrigar a maioria das cidades e regiões metropolitanas do
país, sedia também os grandes pólos industriais, químicos, petroleiros e portuários
do Brasil, respondendo por 70% do PIB nacional.
Apesar de sua história de devastação, a Mata Atlântica ainda possui remanescentes
florestais de extrema beleza e importância que contribuem para que o Brasil seja
considerado o país de maior diversidade biológica do planeta.
Não bastasse o fato de ser uma floresta tropical, com vários ecossistemas associados, a
Mata Atlântica teve sua diversidade biológica ainda mais ampliada pela intensidade das
transformações que sofreu ao longo dos últimos milhões de anos. Especialmente durante
o período quaternário, marcado por fortes mudanças climáticas, a Mata Atlântica viveu
momentos de forte retração durante as glaciações, resistindo, fragmentada, apenas em
alguns locais conhecidos como "refúgios do pleistoceno" onde as condições
climáticas eram mais amenas. Como ocorreu no Litoral Norte do RS, onde há
aproximadamente 5.000 anos, o mar recuou da encosta da Serra Geral, deixando para trás
todas as lagoas que conhecemos ( Lagoa de Itapeva, Barros, Quadros, Forno e Jacaré). As
lagoas da região são resultado do acúmulo de água do mar e da formação de restingas
arenosas, que represam as águas que descem da serra, através dos Rios Maquiné, Três
Forquilhas e Mampituba.
Pela mesma razão, de cada duas árvores da Mata Atlântica, uma só é encontrada nessas
florestas. Dentre as palmeiras, bromélias e outras epífitas, esse índice chega a mais
de 70%. Entre os mamíferos, 39% também são endêmicos, o mesmo ocorrendo com a maioria
das borboletas, dos répteis, dos anfíbios e das aves nativas. Nela sobrevivem mais de 20
espécies de primatas, a maior parte delas endêmicas.
Alto da página
Diretrizes para a política de conservação e
desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica - Ministério do Meio Ambiente, dos
Recursos Hídricos e da Amazônia Legal - íntegra do documento, em formato do Winword
(diretrizes.zip, com 148 kb)
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