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Estação Ecológica do Taim
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MATA ATLÂNTICA
A história das aves
Coscoroba, Coscoroba
Pouco se conhece sobre a coscoroba, coscoroba, também chamada de capororoca. É,
juntamente com o cisne-do-pescoço-preto,
um dos cisnes mais bonitos do Taim. Todo branco e com o bico vermelho, também procede dos
lagos gelados da Patagônia, mas vem um pouco mais tarde, entre setembro e outubro.
Procria na zona de lagoas e banhados, fazendo os ninhos no alto dos barrancos. De cada
ninhada saem três a quatro filhotes, que também são cuidados pelo macho, que imita um
bonito costume do pato arminho: voa com eles no dorso, quando sente algum perigo.
Marrecão
O marrecão, que somente procria esporadicamente na região, parece vir ao Brasil para ser
caçado. Chega aos milhares e fica de junho a agosto. Circula entre a Patagônia, o Rio
Grande do Sul e o Chile.
Come as sobras da colheita de arroz, camarões, peixinhos pequenos e, além da reserva da
Estação Ecológica do Taim, se concentra na região do Salso, em Santa Vitória do
Palmar, nas proximidades da Lagoa Mirim.
Marreca do Pé Vermelho
A marreca do pé vermelho é do Chile e migra até o Canadá. A viagem de retorno é feita
através do Taim, onde chega em outubro, ficando até o fim do verão. Procria nos
banhados, em ninhos flutuantes.
Gavião Peregrino
Dentre os gaviões, o peregrino, originário dos Estados Unidos, é o mais famoso. Vive
dando voltas pelo mundo. A exemplo dos gaviões do mangue e caramujeiro, vindos da
Argentina, procria na estação ecológica. O gavião pombo é do norte do país e passa
algum tempo no Taim, sem se saber até o momento com que objetivo.
Falcão Quiri-Quiri
O falcão quiri-quiri é do próprio Rio Grande do Sul e faz migrações internas, ficando
menos de um mês no Taim. O carcará, que gosta de comer filhotes de capivaras e de
ratões do banhado, é da própria região. Ainda na área das aves, a garça-moura (toda
branca) e o quero-quero, além da tachã, também são da região.
Marreca Pardinha
A marreca pardinha, igualmente do Rio Grande do Sul, tem um curioso costume. Faz seu ninho
em aves - algo muito raro -, sobre o ninho das caturritas, nas pontas mais altas dos pés
de eucaliptos, formando interessante contraste: o ninho das caturritas é muito grande e o
da pardinha, muito pequeno.
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