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ECONOMIA - VINHO





A videira


A videira surgiu antes do homem, como comprovam as pesquisas arquelógicas. Sua origem é a Ásia Ocidental, entre a Armênia e a Pérsia, de onde se propagou para o Oriente Médio e Ásia Menor. Mas a disseminação da videira não terminaria por aí: os fenícios a levaram para Creta e todo o arquipélago grego (fazendo, assim, com que surgisse um dos mais simpáticos deuses da mitologia, Dionísio) e, da Grécia, o cultivo da vinha passaria para o Império Romano, que trataria de espalhá-lo por todos os seus domínios.
 
Talvez, na verdade, essa tenha sido uma das grandes contribuições da chamada "pax romana" (que não era tão pacífica assim): sem os seus legionários, a vinha não chegaria à Aquitânia, Ibéria, Gália e Germânia e, atualmente, ninguém ia poder tomar um Riesling do Reno, ou um Bordeaux.

 
Com as invasões bárbaras e a queda do Império Romano, a vitivinicultura foi preservada, e desenvolvida, nos mosteiros e abadias. Uma delas, a de Hautvillers, na França, ficaria famosa, por haver abrigado Dom Pérignon, beneditino que, no século XVII criou, acidentalmente, o champanhe.
 
Na América, a videira chegaria juntamente com Colombo, que a trouxe para as Antilhas, de onde seria levada para o México e, mais tarde, para a América hispânica. No Brasil, seria introduzida em 1532 por Martin Afonso de Souza, em sua capitania de São Vicente. (O primeiro viticultor brasileiro foi Brás Cubas, que iniciou a produção de vinho em 1551, no planalto de Piratininga, em São Paulo).

De São Vicente o cultivo se espalhou pelo país e, no Rio Grande do Sul, foi introduzido em 1626 pelo jesuíta Roque González que, em São Nicolau, na fase que antecedeu a formação dos Sete Povos das Missões, plantaria videiras européias.

Apesar de amplamente divulgado e conhecido, o vinho não seria "explicado" até o século XIX. O vinho, que é produto da fermentação dos açúcares do suco da uva, teve seu mistério esclarecido quando, no início do século XIX, as pesquisas definiram que a fermentação era provocada por microorganismos de origem vegetal, que receberam o nome de leveduras.

A existência das leveduras seria comprovada definitivamente em 1858 por Luís Pasteur, químico e biólogo francês. Estava, assim, resolvido o enigma do vinho, embora ainda houvesse o que descobrir quanto à sua fabricação: até a vinificação em aço inoxidável e o controle de temperaturas de fermentação por computador ainda seriam necessárias muitas pesquisas.


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