Características
Fermentação
Vinhos brancos
Vinhos tintos
Vinhos rosados
Conservação
A
fermentação
O vinho é o resultado da fermentação do suco ou mosto da uva, tornando-se um
produto vivo que sofre alterações, respira e se modifica. A bebida tem um tempo de vida,
durante o qual a sua qualidade também dependerá dos cuidados de conservação que forem
adotados.
Geralmente os vinhos são comercializados com 11 graus de álcool. Para que se tenha
cada grau, são necessárias 17 gramas de açúcar por litro de suco, o que, para se
chegar aos 11 graus, exige 187 gramas de açúcar por litro de mosto ou suco. Como no
Brasil dificilmente as condições climáticas permitem a formação de tanto açúcar na
uva, é permitida a adição de açúcar de cana para completar a quantidade necessária,
sem prejuízo da qualidade da bebida.
A transformação do açúcar em álcool ocorre durante a fermentação, que é
induzida por leveduras adicionadas ao mosto. Durante esse processo, são produzidos quatro
litros de gás carbônico por cada litro de mosto com 17 gramas de açúcar, liberados por
uma abertura na parte superior do reservatório de fermentação, já que, para os vinhos,
o gás não é necessário. Ele somente é utilizado nas champanhes e asti.
Nesse processo, também ocorre um expressivo aumento de temperatura. A
transformação das 17 gramas de açúcar do mosto em 11 graus de álcool, produz cerca de
16,5 calorias, que, com a temperatura inicial do mosto, resultam numa temperatura de 38,5
a 41,5 graus que é prejudicial para o vinho, razão pela qual as principais cantinas já
utilizam um rigoroso controle de temperatura, rebaixando-a para os níveis ideais, que
variam de acordo com o vinho.
Vinhos brancos
Na vinificação destinada à produção de vinhos brancos, não é necessário
retirar os cabinhos das uvas, que podem ser maceradas a partir do próprio cacho, com o
cuidado, no caso dos vinhos finos, de extrair somente a parte nobre do suco,
correspondendo a cerca de 50% do peso do grão. Para tanto, é feita uma prensagem leve,
que extrai apenas o suco da parte central do grão, menos rico em aroma, mas com mais
açúcares e num estágio intermediário de acidez (na uva, 90% dos aromas estão na pele
e a maior acidez está próxima das sementes).
Obtido o suco da uva, são retiradas todas as impurezas e o líquido é enviado para
os reservatórios onde, por 15 a 20 dias, ocorrerá a fermentação, com temperatura
controlada de 15 a 18 graus. Como o vinho branco não é envelhecido, feita a
fermentação praticamente já está pronto para o consumo. A sua conservação na
indústria é feita em reservatórios especiais refrigerados, geralmente de aço
inoxidável. A exposição a luz e a altas temperaturas altera a composição e a própria
cor do produto.
Vinhos tintos
Como a cor do vinho é determinada pela casca da uva e não pelo seu suco, a
obtenção dos tintos resulta, inicialmente, da maceração dos grãos (sem os cabinhos)
com a casca e não da simples extração do suco e sua imediata fermentação, como ocorre
com os brancos. Depois de retirados os cabinhos das uvas, a maceração é feita em
tonéis de madeira ou aço inoxidável por períodos de dois a dez dias.
Quando o produto se destinar ao envelhecimento por longo período, a maceração deve
ser mais prolongada, para que se extraiam mais taninos da casca, o que ocorre quando a
fermentação se inicia naturalmente durante a maceração, pois o álcool serve de
solvente para os taninos.
A presença de mais taninos nos vinhos a serem envelhecidos é importante, porque
eles é que mantêm a cor ao longo dos anos. Depois da maceração é feita a
fermentação, por um período que não dura mais do que uma semana, seguindo-se o
envelhecimento (no caso dos vinhos finos) em tonéis de carvalho com fundos verticais.
Quando não se pretende envelhecer o produto, procurando manter a característica
frutada (com o sabor da uva), depois da fermentação e limpeza das impurezas o produto é
conservado em reservatórios de aço inoxidável, que não têm qualquer tipo de
influência nas características da bebida.
Vinhos rosados
Já a obtenção dos vinhos rosados ocorre de duas maneiras: maceração das uvas
tintas por menor período de tempo, extraindo-se menos taninos, mas seguindo-se o processo
de elaboração dos vinhos brancos; ou simples mistura (ou corte) de um vinho tinto com um
branco, prática utilizada pelas marcas mais comuns.
Conservação
Os vinhos brancos, rosados e espumantes naturais, que no Brasil têm por
característica a "juventude" (são vinhos novos, sem envelhecimento), não são
indicados para armazenagem em adegas particulares. Seu consumo é recomendado num período
máximo de três a quatro meses.
Já os vinhos tintos mais "robustos" podem ser armazenados por até três
anos e, os menos encorpados, um ano. Se estiverem guardados por mais de seis meses, devem
ser "oxigenados" antes do consumo, ou seja, a garrafa deve ser aberta com meia
hora de antecedência.
Os vinhos devem ser mantidos longe das janelas, pois a luz, quando intensa, oxida os
componentes naturais da cor, aroma e altera a bebida. Devem ser mantidos em posição
horizontal (para que o líquido esteja em contato com a rolha, evitando o seu
ressecamento) e a temperaturas constantes de 16 a 18 graus.
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Página da
Imigração Italiana
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