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Tipos de vinho
Entre
um vinho de primeira qualidade e um da pior espécie há uma grande distância, que é
definida, principalmente, pela uva de que é feito. Enquanto que com a "rainha das
uvas", a cabernet sauvignon, se fazem os melhores tintos do mundo, com a isabel, a
mais popular, se fazem vinhos que deixam muito a desejar.
Mas como saber o que é uma uva própria para vinho e a que não é? E como
distinguir um vinho do outro? Para isto, alguns conhecimentos sobre a legislação
referente a vinhos são úteis, e podem determinar a diferença entre uma ótima noite e
uma lastimável dor de cabeça.
Vinhos finos, ou nobres, são, segundo a Lei do Vinho (Lei nº 7.687, de 8.11.88),
aqueles feitos com vitiviníferas. Vinhos especiais são os que, embora feitos
predominantemente com vitiviníferas, têm também uvas híbridas ou americanas. Os comuns
têm o predomínio de híbridas e/ou americanas.
As uvas vitiviníferas dividem-se em dois grupos: o das viníferas nobres (de que
são feitos os melhores vinhos) e as viníferas superiores. Além deste, há o grupo
formado pelas uvas comuns. Cada grupo, por sua vez, divide-se em dois subgrupos.
Assim, estão no grupo das viníferas nobres, subgrupo I (o mais nobre do grupo
nobre) as variedades cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot, pinot noir (tintas); e
chardonnay, chenin blanc, gewurztraminer, pinot blac, riesling itálico, riesling renano,
sauvignon blanc e sylvaner (brancas).
No subgrupo II estão as tintas gamay beaujolais, malbec, e petit syrah, e as brancas
flora, muller thurgay e semillon.
O
grupo seguinte, chamado de "viníferas superiores", é composto, no subgrupo I,
das espécies barbera piemont, barbera d'asti, carmenère, cansiolo, grenache, marzemina,
nebbiolo, sangiovese e tannat (tintas); e as brancas malvasia bianca, prosecco tocay,
friulano, trebbiano e varnaccia.
O subgrupo II inclui as tintas aramon, carignan, calitor, cinaaut, bonarda, freian,
gamay st. romain, grand noir e lambrusco; e as brancas aligoté, clairette, malvásia di
cândia, malvásia verde, moscato, palomino, pavarella, verdes, verdisso, vermentinho.
Já o último grupo, o das comuns, tem em seu primeiro subgrupo as tintas concord,
herbemont, isabel, seibel 2, seibel 1077, seibel 5455, seibel 10096 e yves. E as brancas
baco blanc, couderc 13, IAC 116-31, niágara branca, niágara rosada, seyve villard 5276 e
seyve villard 12375. Em último lugar, no subgrupo II do grupo III, estão as tintas
cliton, IAC 138-22, jacquez, landot 244, oberlin 595, othello, zeparina, e as brancas
goethe, martha e seibel 13680.
Com as uvas do primeiro grupo, as viníferas nobres, é que são produzidos os bons
vinhos, que podem ser varietais ou cortados. Cortado é aquele vinho feito com a
combinação de vinhos de uvas diferentes, e o varietal é o vinho que é produzido com
uma determinada espécie de uvas.
Na legislação brasileira, varietal é o vinho produzido com, pelo menos, 60% de uma
determinada espécie, e cortado com um outro feito com uva do mesmo grupo (por exemplo, um
merlot, cortado com cabernet sauvignon).
Esses vinhos trazem, no rótulo, a indicação da espécie que predomina. Algumas
empresas, entretanto, adotam critérios mais rígidos para varietais, chegando a
produzi-los com até 100% da espécie indicada no rótulo.
O fato de o vinho ser varietal não é, porém, uma garantia de que será melhor do
que um vinho cortado. Alguns dos melhores vinhos existentes no mundo são fruto da
combinação de diferentes variedades.
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