|
|
A simbologia do
vinho
A
videira é uma planta perene. No entanto, durante o inverno, ela "adormece",
suas folhas caem, e a planta parece morta. Quando renasce, oferece aos homens os seus
frutos, com os quais se faz uma bebida que os torna alegres, e que, durante o inverno,
enquanto a videira dorme, irá aquece-los. Talvez por isto as mais antigas civilizações
a tenham associado à vida eterna: a planta que "ressuscitava" também oferecia
a "água da vida".
Os sumérios, membros da mais antiga das grandes civilizações e ponto de partida de
todas as civilizações do Oriente Clássico, usavam o desenho de uma folha de parreira
para escrever "vida". Gilgamesh, o lendário herói e primeiro rei desse povo,
pediu a uma parreira (que simbolizava a deusa-mãe) a imortalidade.
A vinha era, desde então, a expressão vegetal da imortalidade, e o vinho, seu
"filho", ficou sendo símbolo da juventude e da vida eterna.
O simbolismo atravessaria os tempos, e permaneceria mesmo na época cristã -- o
vinho iria simbolizar o sangue de Cristo; e, no Antigo Testamento, no Cântico dos
Cânticos, considerado um dos mais belos trechos da Bíblia, a personagem feminina é uma
"pastora na vinha", e seu marido a compara, diversas vezes, a uma videira.
Em outras religiões o simbolismo que associa o vinho à vida eterna também seria
mantido: no Budismo tibetano, um dos rituais sagrados incluía o ato de beber vinho em uma
taça feita de um crânio humano (conforme a biografia de Milarepa, santo tibetano do
século XI) mostrando que, transcendida a vida terrestre -- representada pelo crânio --
era possível encontrar a água da vida eterna -- simbolizada pelo vinho.
Mesmo entre as crendices populares atuais ainda se encontram traços dessa antiga
associação. Em um "dicionário de sonhos" acham-se as seguintes definições:
"sonhar com vinho tinto - aumento na família"; "beber vinho -
restabelecimento de pessoa enferma".
Página inicial do Vinho
Página da
Imigração Italiana
|
|
|