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Alemães
Como era o Rio Grande do Sul
no início da imigração alemã
Apesar dos esforços de ocupação, no início do século XIX o Rio Grande do Sul ainda
estava muito isolado, e era enorme a sua área desocupada. Em 1822 existiam em todo o seu
território cem mil habitantes (menos de 10% da atual população de Porto Alegre),
distribuídos da seguinte maneira:
No Planalto Setentrional havia cerca de 10 mil habitantes,
sendo 6.750 na região das Missões e o restante nos Campos de Cima da Serra, na região
ao redor de Vacaria. Essa região, aliás, só teria uma ocupação maior entre 1828 e
1850, quando RS VIRTUALnses de origem lusa se estabeleceram no planalto, desenvolvendo ali
uma economia pastoril, ligada mais a Santa Catarina e São Paulo do que a Porto Alegre,
Pelotas e Rio Grande, devido às dificuldades do relevo e à floresta.
No litoral, entre Torres e Santa Vitória do Palmar estavam 23.960 habitantes (22% da
população). Na Depressão Central concentrava-se a maior fatia (36%), graças a Porto
Alegre (com 10 mil habitantes) e Rio Pardo (com 3.600). Os restantes 31% estavam
espalhados pela Campanha, que contava com 22 mil habitantes.
A economia gaúcha centrava-se na pecuária. Portanto, os
campos eram as zonas escolhidas para a ocupação luso-brasileira que, no entanto, não
era muito intensa na região dos campos do Planalto. O Rio Grande tinha, em zonas
desabitadas, quase toda a sua metade setentrional, compreendendo a zona de floresta na
planície à margem dos grandes rios que formam o estuário do Guaíba, a encosta nordeste
da Serra e os matos do Alto Uruguai.
SEGUE
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Colonização
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