|
Informações Gerais
Posicionamento estratégico
no sul do continente
Limite extremo da colonização portuguesa no Sul do continente
latino-americano, o Rio Grande do Sul, desde o início de sua ocupação, desempenhou duas
funções vitais. A primeira foi a de ser um local estratégico, cuja manutenção era
vital para garantir a presença portuguesa junto às áreas de colonização espanhola. A
segunda foi a de servir como fornecedor de alimentos e outros bens para as demais regiões
do país.
Situado fora do eixo de comércio do Brasil com Portugal, coube ao Rio Grande o papel
vital de fornecer o gado que sustentou o ciclo do ouro em Minas Gerais e o do charque, que
era o alimento básico dos escravos e da população de baixa renda das cidades
brasileiras. A partir do início do século XX, coube também ao Rio Grande a função de
"celeiro do país", responsável por uma fatia significativa da produção
agrícola nacional.
A história do Rio Grande do Sul começou bem antes da efetiva ocupação de seu
território pelos portugueses. Inicialmente, o Estado era uma "terra de
ninguém", de difícil acesso e muito pouco povoada. Vagavam por suas pradarias os
índios guaranis, charruas e tapes e, vez por outra, aventureiros que penetravam em seu
território em busca de índios para apresar e escravizar.
Esse quadro foi modificado com a chegada dos padres jesuítas que, no início do século
XVII, na região formada pelos atuais estados do Rio Grande do Sul e Paraná, e pela
Argentina e Paraguai, fundaram as Missões jesuíticas. Nelas se reuniam, em torno de
pequenos grupos de religiosos, grandes levas de índios guaranis convertidos.
Procurando garantir a alimentação desses índios, os jesuítas introduziram o gado em
suas reduções. O clima e a vegetação propícios fizeram com que o gado se
multiplicasse. Com isso, a região passou a oferecer dois atrativos para os que apresavam
índios: além deles, havia também o gado. Até 1640 várias expedições vindas de São
Paulo estiveram no Rio Grande, para capturar índios e gado, provocando o desmantelamento
das Missões existentes no atual Estado. Nessa época os índios, comandados pelos
jesuítas, derrotaram os chamados bandeirantes e as missões tiveram mais de cem anos de
paz.
Ao final do século XVII, devido aos constantes conflitos de fronteira entre Portugal e
Espanha, os jesuítas resolveram concentrar a população indígena convertida em uma
área que consideravam mais segura, e escolheram a zona localizada na região noroeste do
Rio Grande do Sul. Foram criados os "Sete Povos das Missões". Mas a
prosperidade desses povos, que funcionavam independentemente das coroas portuguesa e
espanhola, terminou por decretar o seu fim. Em 1750, um tratado firmado entre os dois
países estabeleceu que a região das Missões passaria à posse de Portugal, em troca da
Colônia de Sacramento, que havia sido fundada pelos portugueses em 1680 nas margens do
Rio da Prata, defronte a Buenos Aires. Embora tenha havido resistência por parte de
padres e índios, as Missões foram desmanteladas. Mas deixaram um legado que, por muito
tempo, seria a base da economia do Rio Grande do Sul: os grandes rebanhos de bovinos e
cavalos, criados soltos pelas pradarias.
Esses rebanhos atrairiam os colonizadores portugueses, que passaram a se instalar na
região de forma sistemática a partir de 1726. A descoberta das minas de ouro em Minas
Gerais iria, posteriormente, criar uma grande demanda pelo gado da região, e consolidou a
ocupação do território. Nessa época, a célula básica da comunidade gaúcha eram as
estâncias, sempre com grandes extensões, onde o gado era criado.
Clique aqui se você quiser mais informações
sobre as missões jesuíticas.
SEGUE
Navegue pelas
principais seções da área de História:
Início da área de História
Informações Gerais
Colonização
Missões
Revolução Farroupilha
Couro e Calçado
Imprensa
Comunicações
Temas
História dos Municípios
|
|