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Informações Gerais
A Revolução Farroupilha
Durante a fase inicial da colonização alemã, um fato iria
abalar a política e a economia do Rio Grande, causando reflexos políticos no centro do
país e até nos países vizinhos. Foi a Revolução Farroupilha, que durou de 1835 a
1845. Deflagrada pelos gaúchos, que não aceitavam a situação de subordinação a que o
governo central submetia o Rio Grande, a Revolução tinha a intenção de proclamar uma
república independente, e levava, para o Sul do continente, os ideais de liberdade em
voga então na Europa.
Também chamada de Guerra dos Farrapos, a revolução só foi contida com muita
dificuldade pelo governo central, que precisou enviar grande parte do exército brasileiro
para o Rio Grande do Sul. Ao final, ciente das dificuldades que a guerra estava causando -
e preocupado com a eventualidade de uma guerra iminente com a Argentina -, o governo
brasileiro terminou por estabelecer um acordo com os revoltosos, garantindo que nenhum
deles seria punido e que os oficiais que participaram da revolução seriam reintegrados
ao Exército Brasileiro.
A revolução significou uma pausa de dez anos no desenvolvimento econômico do Rio
Grande. Mas, por outro lado, garantiu ao Estado um grau de respeitabilidade política que
nunca antes fora alcançado por qualquer outro Estado além de Rio de Janeiro e São
Paulo, onde se encontravam as forças econômicas que governavam o país.
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Farroupilha
Em 1875 começaram a chegar ao Rio Grande imigrantes italianos. Como as terras da
proximidade da capital já estavam ocupadas pelos alemães, foram encaminhados para a
região da Serra. E, aos poucos, se desenvolveu o eixo básico de industrialização do
Estado, que liga a capital a Caxias do Sul - esta a cidade-pólo da região de imigração
italiana -, passando pelo Vale do Sinos, a região de colonização alemã. Esse eixo
tornou-se vital para o desenvolvimento industrial gaúcho (como é chamado o povo do Rio
Grande do Sul).
Durante este século, a situação econômica do Estado passou por uma progressiva
transformação. No campo, a diversificação agrícola avançou. Novos cultivos, como o
arroz, foram introduzidos. Na década de setenta, o boom da soja levou um produto
agrícola gaúcho ao mercado internacional. Paralelamente, a pecuária perdeu a condição
de atividade primária única.
A atividade industrial, nascida do artesanato dos imigrantes, se desenvolveu em um ritmo
crescente. O eixo Porto Alegre - Caxias se transformou na área de maior concentração
industrial do Estado. No Vale do Sinos, cresceu a indústria calçadista, que se tornou
uma das locomotivas da exportação da indústria brasileira de manufaturados. Essa
condição foi mantida até o início da década de 90, quando a produção calçadista
chinesa começou a ameaçar a indústria calçadista nacional. Em Caxias do Sul, os
setores mecânico e metalúrgico ganharam relevância. A região de colonização italiana
se transformou numa grande fornecedora de peças e componentes para a indústria
automobilística nacional.
O crescimento industrial não significou, contudo, o abandono da
agricultura. O Rio Grande do Sul continua sendo considerado, juntamente com o Paraná,
como o Estado celeiro do país, responsável pela maior produção nacional de grãos. De
um Estado que se encontrava à margem da economia brasileira, o Rio Grande se transformou
em uma das bases dessa economia. (Lígia Gomes
Carneiro)
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