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HISTÓRIA - REVOLUÇÃO FARROUPILHA

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Duque de Caxias

O declínio da Revolução Farroupilha começou com a chegada do Barão de Caxias ao Rio Grande do Sul. Com cerca de 12 mil homens ao seu dispor, equipamento e dinheiro à vontade e sua experiência em situações semelhantes em outras províncias, Caxias dispunha das condições ideais para obrigar os farrapos à rendição.

Para isto, entretanto, foram precisos mais de dois anos, e a paz assinada entre o Império e os revoltosos dificilmente poderia ser classificada como uma capitulação, uma vez que todas as exigências destes foram atendidas.

Caxias, cujo nome completo era Luís Alves de Lima e Silva, tomou posse da presidência e do comando militar do Rio Grande do Sul em 9 de novembro de 1842. Suas estratégias para enfraquecer os farrapos: predispor os ânimos na província para a pacificação; privar os rebeldes de auxílio e de refúgio nas repúblicas vizinhas do Prata; obter cavalhada para o exército.

Para bloquear os recursos que viessem de Montevidéu para os farrapos, o governo brasileiro buscou um acordo com Rosas na Argentina e com Oribe no Uruguai. Como o uso dos cavalos era vital para a guerra na província, não só por sua topografia mas também porque essa era a principal força dos farroupilhas, Caxias tratou de juntar o máximo possível de cavalos, reunindo todos os que conseguiu aqui e chegando a comprá-los no Paraguai. Também passou a atacar as cavalhadas farrapas.

Conhecedor da capacidade de Bento Manoel como general, atraiu-o para a causa legalista. Paralelamente, procurou dividir o inimigo, provocando intrigas entre os farrapos. Procurava vencer pelo cansaço, cortando as fontes de abastecimento e fazendo perseguições permanentes.

Outra providência tática foi restabelecer as relações comerciais do interior com a capital, visando obter a simpatia da população e facilitar o abastecimento do exército. Havia uma proibição de abastecer as forças farrapas.

Paralelamente às medidas de Caxias, na Corte o governo decretou um imposto de 25% sobre o charque estrangeiro, como medida de proteção ao charque gaúcho.

Além dessas medidas, Caxias procurou entrar em contato com os líderes farrapos, para estabelecer um acordo de paz. Em 28 de agosto de 1844, Bento Gonçalves colocava, entre as condições necessárias para a pacificação, a federação: o Rio Grande deveria ser um estado federado ao Brasil. Caxias não aceitou.

Ao ver que o seu sonho de um Rio Grande do Sul independente não era possível, Bento apresentou a Caxias os pontos que considerava indispensáveis para a paz: reconhecimento da dívida interna e externa do Rio Grande; garantia de liberdade para os escravos que haviam lutado nas tropas farrapas; e reconhecimento dos oficiais farroupilhas em seus respectivos postos no Exército Imperial.

No entanto, as divisões que medravam entre os farrapos terminaram por fazer com que Bento abandonasse as negociações, passando o governo da República Rio-Grandense para José Gomes de Vasconcelos Jardim, e se retirasse da vida política.


Depois da Revolução

Após o fim de sua missão no Rio Grande, Caxias continuou sua ascendente carreira militar. Foi comandante em 1851 do Exército do Sul, dirigindo a campanha contra Oribe no Uruguai e Rosas na Argentina (1852), recebendo então o título de marquês. Nos anos de 1855 e 1856 foi ministro da Guerra, posto que voltou a ocupar em 1861-1862, quando chegou a marechal de exército.

No final de 1866, na Guerra do Paraguai, recebeu o comando geral das forças brasileiras em operação, e três meses depois o comando geral dos exércitos da Tríplice Aliança. Deixou esse comando em março de 1869, por estar doente, e recebeu o título de duque.

Em 1875 Caxias retornou, pela terceira vez, ao ministério da Guerra, onde permaneceu até 1878, falecendo dois anos depois.