CANAIS

HISTÓRIA - REVOLUÇÃO FARROUPILHA

Página inicial da área de História | Revolução Farroupilha | Colonização | Missões | Personagens | Temas da história gaúcha | História dos municípios

As condições da pacificação

Não houve um tratado de paz e os farrapos escolheram Caxias como presidente da província. A população conheceu as condições da pacificação através de impressos.

Na época em que acabou a Revolução Farroupilha, o documento intitulado "Convenção de paz entre o Brasil e os Republicanos", assinado pelo Barão de Caxias, não foi divulgado. As condições da paz chegaram ao conhecimento da população através de impressos, que tinham o título de "Concessões obtidas", e eram assinados por Antonio Vicente da Fontoura. Todos os itens da convenção e desse documento eram idênticos, com exceção de um - que não constava da convenção - que estabelecia que seriam resolvidos os problemas de fronteira com o Uruguai.

Na convenção constavam, resumidamente, os seguintes tópicos:
  • Os republicanos escolheriam o presidente da província (foi escolhido Caxias);

  • Anistia geral para todos os farrapos;

  • Libertação de todos os prisioneiros;

  • Pagamento da dívida pública farroupilha (com viúvas, ex-soldados, inválidos e outros) pelo Império;

  • Os atos das autoridades civis republicanas seriam revalidados sempre que neles se observassem as leis então vigentes;

  • Os atos do vigário apostólico da República seriam revalidados;

  • Ficava garantida a liberdade dos escravos que serviram nas tropas republicanas;

  • Os oficiais republicanos não estavam constrangidos ao serviço militar; mas os que quisessem servir seriam aceitos no Exército em seus respectivos postos;

  • Os soldados republicanos estavam dispensados do recrutamento;

  • Só os generais deixavam de ser admitidos em seus postos, mas gozariam de todas as imunidades concedidas aos oficiais;

  • O direito de propriedade era garantido em toda a sua plenitude;

  • Ficavam perdoados os desertores do exército imperial.

Não chegou a ser assinado um tratado de paz, porque o Rio Grande jamais foi reconhecido como um Estado autônomo pelo governo brasileiro. Do lado dos rebeldes houve uma ata assinada em 25 de fevereiro de 1845, com a assinatura dos generais, coronéis e majores farroupilhas, reunidos em Ponche Verde para analisar as condições da pacificação.

No dia 28 do mesmo mês, David Canabarro, como chefe do exército, foi autorizado pelo presidente da República a declarar a guerra acabada. E, no dia seguinte, proclamou a pacificação da província.