|
|
Página inicial da área de
História | Revolução Farroupilha |
Colonização |
Missões |
Personagens |
Temas da história gaúcha |
História dos municípios
Bento Manoel
Ribeiro, uma
figura muito polêmica
Uma das figuras mais polêmicas da Revolução Farroupilha, Bento Manoel Ribeiro, poderia
ser considerado o protótipo do vira-casaca. Começou ao lado da Revolução, passou a
apoiar o Império, voltou para a Revolução e terminou defendendo o Império e ajudando
Caxias a acabar com a guerra. No entanto, não obstante as falhas de caráter que os
adversários (sempre temporários, pois nunca se sabia seu movimento seguinte) pudessem
lhe apontar, um mérito seu sempre foi reconhecido por todos: era um ótimo combatente.
Nascido em Sorocaba (São Paulo) em 1783, Bento Manoel veio para o Rio Grande com cinco
anos. No final do século XVIII alistou-se como soldado no regimento de milícias de Rio
Pardo, e em 1823 chegou a coronel. Como recompensa de seus feitos, recebeu grandes
extensões de terra na região de Alegrete.
Quando começou a Revolução, tomou parte ativa na derrubada do governo da província, em
setembro de 1835. Mas, em dezembro desse mesmo ano, aderiu à causa legalista, quando seu
primo Araújo Ribeiro foi indicado para presidente da província pelo governo central.
Tornou-se então o primeiro herói legalista, ao vencer a batalha de Fanfa e prender Bento
Gonçalves e outros líderes farrapos em outubro de 1836.
Em 1837, depois que seu primo foi exonerado pela segunda vez da presidência da
província, voltou a ser farrapo. E, entre outras façanhas, chegou a prender, próximo de
Caçapva, o novo presidente da província, Antero José Ferreira de Brito, que mais tarde
foi trocado pelo coronel farrapo Sarmento Mena. Também derrotou os legalistas em Rio
Pardo, dando condições para que os farrapos voltassem a sitiar Porto Alegre.
Depois de dois anos, Bento Manoel pediu demissão de seu posto, segundo alguns seduzido
pelo governo imperial, que lhe propôs conservar as terras que havia adquirido dos
legalistas desde que se mantivesse neutro. E assim permaneceu até 1842, quando, a convite
do Barão de Caxias, voltou a lutar nas tropas imperiais, ajudando a pôr fim à
Revolução.
Por:
Lígia Gomes Carneiro
|
|
|