Clique aqui.">

www.riogrande.com.br

Pôr-do-sol no Guaíba - Foto Carla Guimarães
          
 

 
Home| Login| Anuncie| Classificados| Notícias
 
 

VISITANTES

  Home
  Busca
  Municípios
  Novidades
  Populares
  Site Antigo
  Contato
  Chat
 

USUÁRIOS

  Cadastro
  Publicar
  Favoritos
  Minha Conta
  Postais
  Postais Grêmio
  Postais Inter
  Meu Link
  Classificados
  ClassiBR
  AnúnciosBR
  SP Virtual
  Troca Links
 
 

POPULARES


  1.  Cavalo de Carreira - Jonas Martins
  2.  Ultimo Entardecer - Jonas Martins
  3.  ROMANCE DA LINHA FÉRREA
  4.  Quero Sempre
  5.  Hoje, por um motivo muito especial
  6.  Gauchos de Fato - Jonas Martins
  7.  A QUEM DESCONHECE A ÉCLOGA DA TERRA
  8.  Redentora
  9.  TRÊS TRAGOS - JONAS MARTINS
  10.  Chuvas
 

ONLINE


 
 



Pesquisa personalizada





Você está aqui:   Home > Cultura > Eu, Autor > Poesias

Título : Ultimo Entardecer - Jonas Martins
Autor: Jonas Martins
Cidade: Ijuí

Comentários | Adicionar a Favoritos | Outros Itens deste Usuário |
Enviar a Amigo | Reportar Abuso

Online: Não
Page Views: 411
Data Publicação: 17/12/2007
Última Atualização: 17/12/2007

Ultimo Entardecer!
Jonas Martins
06.10

De novo o sol vai de mancito se descabando por detrás dos monte,
A lua cheia se prepara pra iluminar mais uma noite,
á o entardecer, dando espaço para a anoitecer que vai se chegando,
as aves nativas começam a voar suavemente em direção ao horizonte,
e alheio a tudo isso, como se nada mudasse,
ali na porta do rancho, o velho indio, já judiado pelo tempo,
com um olhar frio, olhava o nada,
com a certeza de que nunca se sabe, o que um entardecer, na querencia pode trazer.


Na mesma porta do rancho em que vira o filho partir,
onde também teve o desejo de ir pelear com os farroupilhas,
mas ja naquele tempo, era velho e cansado,
um veterano, com orgulho do passado de ter a lança empunhado
combatendo os catelhanos;
e foi numa dessas batalhas, que quando voltou não encontrou mais a mulher,
apenas o pobre guri, a quem dedicou todos dias da sua vida,
até que um dia entrou pela mesma porta a qual estava parado agora,
e com o peito estilhaçado por um lançaço,
teve força para no ultimo sopro de vida, no ultimo afago de amor,
tirar do peito banhado em sange o pavilhão tricolor.


E agora quando mais um entardecer se desprendia,
ele não sabia, o que o entardecer na quêrencia poderia trazer;
que bom se o entardecer pudesse trazer-lhe de novo o filho,
que não tombou com a sua gente, pra defender o pavilhão tricolor,
queria ao menos dizer o quanto orgulhoso ficou pelo gesto do filho,
e saber se o moço lhe perdoara pelas duras palavras desferidas,
pois não sabia que o filho era tão corojoso que jamais ha de ser esquecido,
pois a pavilhão tricolor tripula numa haste estendida no terreiro,
como que se abanando para o sol que se desprendia no horizonte.


Como era triste viver solito,
não restou nem mesmo um cusco para lamber-lhe os pés,
e lhes fazer companhia nessa hora tão morta,
restará apenas as lembranças, e o rancho,
donde dali, da porta, o velho indio cansado olhava o entardecer,
e lembrava de tudo que passará desde que o filho se foi,
porque o patrão das alturas não o levará no lugar do moço,
afinal ele já tava velho arquejado, e não servia mais pras peleias do dia-a-dia,
mas nunca se sabe, o que o entardecer na querencia, pode trazer.


Esse entardecer não era como os outros,
e foi nessa hora tão morta, que uma golpeada lhes rasgou o peito,
e ali na porta do rancho onde virá o filho partir pra revolução,
o velho tombou, mas foi um tombo suave, onde de mancito, foi se acomchegando no chão,

aquele forte estrilho que lhe cortou o peito por um segundo foi esquecido,
e já sentindo que a morte lhe robará o sopro da vida,
o velho, num ultimo clarão do olhar, quando a escuridão queria romper-lhe a visão,
com veemencia ainda olhou pro terreiro, onde o trapo sagrado,
que um dia foi banhado em sangue pelo moço que tombou,
abanava, como se dissendo já chegou sua hora velho teimoso,
e como que se fazendo referencias as tantas batalhas do passado,
que comandará com tamanha distreça em defesa do Rincão,
teve força pra olhar pra aquele trapo sagrado e gritar,
avançar.... e de mancito o sono derradeiro foi chegando,
e o velho partiu... pra estancia velha do céu...
Afinal nunca se sabe o que entardecer na querencia pode trazer....

 

 

E-mail: Fale com o Autor

Fotos adicionais





Google
 




Classificação Média dos Visitantes:    4.25 (até 5)
Número de votos: 4 Votos

Local de Votação:
 Comentários dos visitantes (0)
escreva um comentário (NÃO é para contatar o anunciante)
(Não foram encontrados comentários. O seu pode ser o primeiro!)
 




 
Ajuda | Termos de Uso | Política de Privacidade | Contato | Fale a Seus Amigos

Copyright © 2001-2008, Infomídia Produções Ltda. Todos os direitos reservados.