Chega na reta final a 27ª Feira do Livro de Ivoti nesta quarta-feira (29), na Praça Neldo Holler. A programação inicia às 8h, com a apresentação de peça teatral inspirada na obra O Embrulho de Getúlio, do Grupo Curto Arte e presença do escritor Dilan Camargo, na Sociedade Harmonia, e encerra com mais uma sessão de bate-papo com o escritor Airton Ortiz, às 20h, no auditório do Instituto de Educação Ivoti. O patrono da feira, Alcy Cheuiche, compareceu à feira na segunda-feira, pernoitando no município e ficando até o final da manhã da terça-feira. O movimento em torno das tendas de livros é grande. O evento cultural encerrará às 21h.
Nesta quarta-feira, o escritor Dilan Camargo estará na feira conversando e autografando seus livros em sessões às 8h, 9h30, 13h30 e 15h, na Sociedade Harmonia. A escritora Márcia Dieter coordenará a Hora do Conto às 8h, 9h, 10h, 14h, 15h e 16h, no Pavilhão da Comunidade Evangélica. A escritora Monika Papescu, que ministrou oficinas de ilustração para professores na terça-feira, retorna para a feira para sessão de bate-papo às 8h30, 13h30 e às 15h.
Bate-papo com o patrono
Estudantes participaram de uma sessão de bate-papo com o patrono Alcy Cheuiche, que dominou a atenção do início ao fim da palestra. Segundo a diretora de Cultura, Gabriela Dilly, o escritor falou que um dia já esteve no lugar de cada estudante. O autor de Sepé Tiarajú e tantas outras obras enfatizou que, para ser escritor, não é preciso inventar, nem tentar agradar ninguém, basta começar pelo básico. “Para ele, uma boa obra atravessa o tempo e a literatura é universal”, descreveu.
RECORDANDO
Antes da cerimônia de abertura da Feira do Livro, na sexta-feira, o autor falou ao secretário de Educação e Cultura, Marcelo Augusto Fröhlich, sobre a satisfação em estar em contato com os leitores, principalmente os alunos que podem ser influenciados pelo ambiente criado na feira. “Lembro de uma frase fixada numa parede de uma escola de Alegrete: ‘Ama a obra pela obra e não pela glória que dela advirás’. Isso não saiu da minha cabeça”, contou. “Não podemos deixar de escrever, mesmo que não haja aceitação. Precisamos escrever pela obra em si”, falou.