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Mata: O mapeamento da floresta de madeiras petrificadas

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Madeiras petrificadas ao ar livre

Madeiras petrificadas
 
Page Views: 507
Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007


Um mapeamento feito há alguns anos pelo Departamento Nacional de Produção Mineral identificou 17 afloramentos de árvores petrificadas, em campos e bairros das cidades gaúchas de Santa Maria, Mata e São Pedro do Sul, com as seguintes áreas, muitos dos quais de fácil acesso para os turistas e estudiosos interessados:

  • SANTA MARIA: Bairro de Chácaras das Flores, com cerca de seis hectares, em pátios das casas; e em cinco hectares do distrito de Pinhal, a cinco quilômetros do centro da cidade;
  • MATA: 23 hectares no distrito de Demétrio Ribeiro, de 10 a 12 quilômetros da cidade; 116 hectares ocupando quase toda a área urbana da sede do município e arredores, em boa parte já depredados, incluindo-se aí o Jardim Paleobotânico, de três hectares, adquirido pela Universidade de Santa Maria para preservação de uma área intocada. Ainda em Mata foi localizado o afloramento de São Rafael, com nove hectares, em distrito próximo à sede, onde se encontra muito pouca coisa no topo de uma coxilha;
  • SÃO PEDRO DO SUL: Neste município, onde há a maior reserva, existem 12 afloramentos, alguns muito importantes e próximos à sede, embora se possa dizer que boa parte de seu sub-solo está repleto dos antigos troncos, encontrados em abundância em todos os bairros da periferia, impedindo, muitas vezes, a construção de casas, cercas e, mesmo, a formação de plantações. O afloramento do Chiniquá, um dos mais importantes, tem 57 hectares e está distante 38 quilômetros da sede do município; afloramento do Passo do Leonel, a 15 quilômetros da sede, encontrando-se as árvores espalhadas pelo mato e pasto de propriedades particulares; afloramento da Carpintaria, 10 hectares em campo e mato, distante oito quilômetros da sede; Antonio Lima, 78 hectares a 10 quilômetros; Água Boa, 60 hectares, a seis quilômetros; Faxinal, 40 hectares, a quatro quilômetros; Capeletto, 68 hectares em pasto e mato, a 10 quilômetros; Inhamandá, dois hectares a três quilômetros. Dentro da própria sede do município de São Pedro do Sul há o afloramento de São Pedro, com 92 hectares abrangendo pátios de casas, beira de estradas e ruas

A melhor visualização, todavia, ocorre em Mata, em decorrência de uma maior depredação dos afloramentos.

O turista poderá visitar o Jardim Paleobotânico e os cenários artificiais criados em praças, muros de casas e nas calçadas das ruas, que foram repletos de troncos retirados dos locais de ocorrência.

Foi um padre, Daniel Cargnin, quem lançou em Mata a idéia de encher a cidade com troncos de madeira petrificada, depredando os sítios arqueológicos. A administração municipal da época gostou da idéia e começou a estimular os moradores a fazerem os muros de suas casas com as madeiras petrificadas, dando, inclusive, a mão-de-obra; colocou troncos ao lado de postes, árvores, e fez três praças com as velhas árvores petrificadas, retiradas do leito de rios, matos e pastagens da região.

Na Praça Nossa Senhora da Medianeira, logo na entrada da cidade, existem alguns troncos de grande espessura, um deles em pé e outro, muito extenso, com um galho lateral e observando-se os resíduos das raízes.

Na Praça Martimiano Eggres da Costa, defronte à Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, há outro tronco de grande porte, com onze metros de comprimento e um de espessura, sustentado por colunas de concreto.

A outra praça com troncos de madeira petrificada é a Santo Brugalli, no centro da cidade, onde também há uma escadaria em madeira petrificada que termina no topo de um morro. Entre essa praça e a Igreja Matriz ainda há a escadaria da Gruta Nossa Senhora de Lurdes, com 129 degraus em madeira petrificada.

Em todos os locais os troncos estão seccionados, mesmo onde foram preservados no ambiente. Em nenhum afloramento estão em pé. Aliás, em todo o mundo, somente existem troncos de madeira petrificada, em pé, nos Estados Unidos, mas sem a quantidade observada em Mata e São Pedro do Sul. Em menor quantidade também podem ser encontrados na Patagônia, no extremo-sul da Argentina; e em áreas muito pequenas e distantes uma da outra em São Paulo, Amazonas e Ceará, mas sem qualquer caracterização de floresta.



Fonte:
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Madeiras petrificadas ao ar livre

Madeiras petrificadas
 



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