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A Falta de Água na Velha Porto Alegre

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Page Views: 3313
Publicação: 08/09/2007

 É difícil acreditar que uma cidade que fica na margem de um rio (ou estuário, como dizem alguns) das dimensões do Guaíba tenha tido, durante muito tempo, um problema crônico de falta de água potável. Mas foi o que aconteceu com Porto Alegre.
 
 Em 1839, o viajante Nicolau Dreys, que escreveu o livro “Notícia Descritiva da Província do Rio Grande do Sul” constatava o  problema, comentando: “se Porto Alegre tem alguma coisa que desejar, será talvez maior abundância de água potável.O problema da falta da água talvez tenha sido resultante da própria proximidade do Guaíba — com tanta água por perto, como os primeiros moradores iriam prever que a água potável seria um problema?
 
 Mas é que, à medida que foi aumentando a população, a sujeira e a poluição do Guaíba também foram aumentando. E o rio deixou de ser uma fonte confiável de fornecimento de água limpa.
 
 A primeira fonte de água da cidade — que tinha a finalidade de fornecer água potável para a população — foi construída mais ou menos no ponto que hoje é o encontro da avenida Borges de Medeiros com a rua Jerônimo Coelho, em 1780. Por isso, durante muito tempo, aquela rua ficou conhecida como “rua do Poço”.
 
 Durante 50 anos, foi a principal fonte pública de abastecimento da cidade — existiam, também, poços privados. No entanto, passado esse prazo, se começou a contestar a qualidade da água que fornecia e a localização — por estar no meio da rua atrapalhava o trânsito. Em função disso, em 1838 a Câmara Municipal mandou que um poço particular, que existia na atual Coronel Genuíno, fosse aberto ao público — o direito de ter acesso às fontes de água era garantido por lei.
 
 A situação de falta de água potável, entretanto, se agravou seriamente com a Revolução Farroupilha. A cidade foi sitiada pelos farrapos, o que impediu o acesso às vertentes de água existentes em sua proximidade. Para contornar o problema, foi construída uma ponte sobre o rio — uma espécie de cais longo, que permitisse que se recolhesse a água longe das margens, cheias de sujeiras.
 
 Mais tarde, foram construídas outras pontes com essa finalidade.Passada a revolução, a construção de fontes públicas continuou sendo a solução mais comum para contornar o problema. Até que em 1861 foi criada a Companhia Hidráulica Porto-Alegrense, que iria garantir um luxo até então desconhecido — fornecimento de água diretamente em casa. Inicialmente, a captação da água era feita nas cabeceiras do arroio Dilúvio — o mesmo que, hoje, se arrasta pela avenida Ipiranga, cheio de detritos e poluição.


Fonte:   Lígia Gomes Carneiro





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