Em mais uma rodada de realocação dos camelôs da área central para o Centro Popular de Compras da Praça Rui Barbosa, a fiscalização de Comércio Ambulante da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) definiu mais 56 boxes. O grupo de camelôs que atua na Praça Oswaldo Cruz participou da reunião de escolha dos espaços localizados nos corredores da Praça Tamandaré entre as Avenidas Júlio de Castilhos e Mauá. A reunião aconteceu na tarde de hoje, 31, no auditório da Smic (Avenida Osvaldo Aranha, 308).
A reunião ocorreu dentro de um clima tranqüilo e de cooperação, com o chefe de fiscalização da Smic, Walter Souza, apresentando o croqui com os boxes ocupados e livres aos participantes do encontro. Através dele, o grupo foi definindo a ocupação dos boxes em processo de sorteio entre os componentes do grupo da Praça Oswaldo Cruz, conforme o grau de localização de cada ponto de venda.
A camelô Rosane de Oliveira Ribeiro, que vende bonés na Praça Oswaldo Cruz, disse "que a forma de escolha dos grupos é justa pra todos". Já o camelô Nelson Ritzel, que vende confecções na Praça Oswaldo Cruz, falou que "a prefeitura concordou com a nossa forma de escolha e a Smic sempre nos recebeu muito bem pra discutir as questões do Camelódromo".
Multa - A assessoria jurídica da Smic informa que a partir da inauguração do CPC, o comércio ambulante será proibido, conforme a lei 9941/06 de criação do Camelódromo aprovada por unaminidade na Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito. A multa para quem tentar comercializar ilegalmente nas ruas será de 600 UFMs (Unidade Financeira Municipal), que no valor de hoje equivale a R$1.334,28.
O Camelódromo está com a ocupação parcial de 550 boxes, de um total de 800, sendo 56 priorizados para deficientes visuais, 13 do Horto Mercado Rui Barbosa, 193 da Praça XV, 140 da José Montaury, 42 da Vigário José Inácio, 50 boxes distribuídos para expositores da Rua da Praia e 56 para camelôs da Praça Oswaldo Cruz.