As algas estão permanentemente presentes no Lago Guaíba, principalmente em função da carga de material orgânico aportada no manancial. Em épocas em que o clima se apresenta propício à floração, a presença delas passa ser observada pelos moradores da Capital. Com a falta de chuvas, a água Guaíba ficou mais transparente, o que permitiu a floração em alguns pontos do Lago e de forma intermitente, ao contrário do que acontece durante o verão. O fenômeno ocorre desde março na região das captações de Belém Novo e Menino Deus, apresentando grande variação de intensidade.
Para reduzir os efeitos de gosto e cheiro na água tratada e distribuída pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), diariamente e de forma contínua o departamento realiza o monitoramento em todas as captações, agindo sempre que necessário com a finalidade de garantir o padrão de potabilidade exigido pelas normas nacionais.
Na região atendida pela Estação de Tratamento de Belém Novo, o Dmae está realizando também uma pesquisa entre os usuários. O objetivo é aferir se os procedimentos aplicados no tratamento estão resultando na redução dos efeitos. Nesta estação, estão sendo aplicados o peróxido de hidrogênio e o carvão ativado. As respostas dos usuários demonstram que tais procedimentos estão surtindo o efeito esperado.
Como o Dmae é usuário da água do Guaíba, o departamento realiza de forma permanente tanto o monitoramento quanto o acompanhamento diário da qualidade da água e da quantidade de algas. O procedimento define o tipo de tratamento a ser efetuado nas estações de tratamento.