O projeto da Unicamp e do Instituto Harpia Harpya para a instalação de uma usina de biodiesel em Porto Alegre, a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha, foi apresentado hoje, 9, a secretários municipais na Secretaria de Gestão e Acompanhamento Estratégico. A apresentação foi feita pelo pesquisador da Unicamp, Antonio Maciel, responsável pelo desenvolvimento do projeto, que tem o apoio do Instituto Harpia Harpya, sediado em São Paulo, e coordenado pelo bispo emérito dom Mauro Morelli, também presente ao encontro.
O processo de produção do biodiesel desenvolvido pela Unicamp já está patenteado e licenciado. O combustível produzido é 100% não poluente. A planta industrial pode ser instalada em 12 meses e, quando concluída, pode produzir 15 mil litros diários de biodiesel com o processamento do óleo de cozinha obtido em residências ou no comércio. O potencial de produção pode ser triplicado se a usina funcionar em três turnos. O custo do investimento inicial é estimado em R$ 4,9 milhões, com previsão de receita de R$ 11,6 milhões por ano.
”Depois de instalada a Usina, o custo maior fica por conta da coleta do material que será utilizado para a produção do biodiesel”, explicou Antonio Maciel. Acrescentou que a planta industrial não necessita de muitos funcionários, mas as atividades que se agregam a ela abrem novas perspectivas em geração de trabalho e renda, contribuindo para a inclusão social.
Interesse - De acordo com Dom Morelli, o projeto tem todo o apoio do instituto que dirige “porque é coerente com a política de segurança alimentar que defendemos e também porque atende às demandas sociais, ambientais e econômicas”. O secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, destacou serem esses também os objetivos que norteiam as ações desenvolvidas pela prefeitura e reafirmou o interesse da administração municipal em participar do projeto.
O primeiro passo será a prefeitura formalizar a relação com o Instituto Harpia Harpya, além de identificar uma área onde possa ser instalada a usina, que deverá ser cedida por lei autorizativa da Câmara Municipal. Ao mesmo tempo, a prefeitura vai constituir um grupo de trabalho para se integrar ao projeto e, juntamente com o instituto, buscar formas de financiamento em organismos nacionais ou internacionais.
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