Será realizada amanhã, 3, às 11h30, em comemoração aos 138 anos do Mercado Público Central, uma apresentação da Banda do Comando Militar do Sul no térreo deste centro de comércio. A programação será acompanhada pelo secretário Idenir Cecchim com os permissionários do Mercado e autoruidades. O evento é promovido pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) e comerciantes do local.
A Prefeitura, através da Smic, investe R$ 1,2 milhão nas obras de recuperação do Mercado Público Central com verbas do Funmercado. O prédio recebe nova pintura interna e externa, recuperação dos portões, manutenção e pintura da estrutura metálica, reforma das janelas, portas e aberturas, revisão das redes hidráulica e elétrica. “Nos 138 anos do Mercado conseguimos realizar a reforma do prédio, proporcionar aos usuários novos serviços e atrair novos empreendimentos para potencializar o mais antigo centro de compras da cidade”, afirmou Cecchim.
Um posto de auto-atendimento do Banrisul (em breve com agênica), a loja do Sebrae, novas instalações do Serviço de Atenção ao Turista (SAT), a conlusão da licitação da churrascaria no segundo piso, cadeiras de madeira e mesas com tampo de granito, e instalação de uma Casa de Doces de Pelotas são as novidades existentes ou em implantação na nova fase do Mercado Público de Porto Alegre, que também abriga, em fevereiro, Feira do Material Escolar e funciona de forma integrada com a Feira do Peixe na Semana Santa.
Wireless
A tecnologia passou a fazer parte do dia-a-dia dos freqüentadores e comerciantes do Mercado. A Procempa e a Smic inauguraram em março de 2006, o ambiente Wireless (conexão sem fio) no local. O acesso é possível nas áreas comuns de circulação do prédio para os internautas que possuírem computador portátil, compatível com o serviço. A rede também pode ser conectada através de dois terminais com Internet gratuita e de alta velocidade permanentemente à disposição da população no mezanino do prédio.
Estabelecimentos
O prédio tem hoje 109 estabelecimentos. São quatro agropecuárias, 16 armazéns, 30 bares e restaurantes, oito açougues, oito peixarias, duas bancas de jornais e revistas, serviço de barbearia e xerox, quatro lojas de artigos religiosos, três delicatessen, duas lotéricas, duas padarias, um posto bancário, duas fruteiras, oito bancas de hortifrutigranjeiros, uma loja de aquários, uma loja de comércio de flores naturais, uma cachaçaria, uma sorveteria, duas lojas de cooperativas, uma loja de artesanato e um livraria.
História
Patrimônio histórico e cultural da cidade, o Mercado foi inaugurado em 1869. Entre 1990 e 1997 passou por uma restauração que recuperou a arquitetura original, de estilo neoclássico, do engenheiro Frederico Heydtmann. Tem a forma de um quadrilátero e foi inaugurado com um pavimento e quatro torreões nas esquinas. Com o crescimento da capital, passou por alterações, entre as quais a construção, na parte interna, de chalés em madeira. Em 1912 foi construído o segundo pavimento para escritórios comerciais e industriais e repartições públicas.
O Mercado sobreviveu à enchente de 1941, a incêndios em 1912, que destruíram os chalés internos, 1976 e 1979 e foi ameaçado de ser demolido para construção de uma avenida. Em 1979, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre.
A última reforma recuperou a percepção visual das arcadas, resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infra-estrutura compatíveis com o seu funcionamento. Foi construída uma nova cobertura que possibilitou a integração entre o térreo e o segundo pavimento.
O Mercado tem moderna infra-estrutura, qualificando seu espaço interno e externo, como duas escadas rolantes, dois elevadores, nove sanitários para o público (incluindo um para deficientes) e um memorial. Sua restauração foi premiada na 3ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em novembro de 1997.