A Pesquisa de Emprego e Desemprego de Porto Alegre (PED-POA) detectou crescimento de 1,6% na ocupação durante o primeiro trimestre de 2009, resultado da expansão observada essencialmente no setor de serviços. O dado positivo, entretanto, não foi suficiente para conter o avanço no número de pessoas que ingressaram no mercado como População Economicamente Ativa (PEA), calculado em 27 mil trabalhadores, para o mesmo período.
Os números são de análise comparativa entre o desempenho do mercado laboral de Porto Alegre no primeiro trimestre de 2009, com base na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-POA), divulgados em coletiva nesta quinta-feira, 30, pela secretária de Coordenação Política e Governança Local, Clênia Maranhão, pelo supervisor técnico do Dieese, Ricardo Franzoi, e pela técnica da prefeitura responsável pelo informe, Cidriana Parenza.
No contexto dos efeitos da crise mundial, presente na totalidade das regiões metropolitanas brasileiras, a taxa de desemprego total na capital aumentou 22,5%, passando dos 8% verificados em dezembro de 2008 para 9,8%, em março.
A PED-POA registra aumento de 1,6% na ocupação em Porto Alegre no período, resultado da incorporação, em termos absolutos, de 16 mil ocupados no setor de serviços. A indústria registrou redução no trimestre de 6 mil trabalhadores, da mesma forma que o comércio, que diminuiu em 2 mil seu contingentes de trabalhadores ocupados. Ficou detectado ainda aumento de 3,6% no rendimento médio real dos ocupados (incluindo-se nesta categoria também os assalariados), considerados os valores dos meses de janeiro e fevereiro.
Os resultados relativos ao mês de março atestam a menor taxa de desemprego para este mês desde 1995. A taxa de desemprego total passou dos 8,5% da População Economicamente Ativa (PEA), em fevereiro, para os atuais 9,8%. Segundo a técnica responsável pela pesquisa na prefeitura, Cidriana Parenza, o contingente de desempregados em março ficou estimado em 76 mil pessoas, 12 mil a mais do que o verificado em fevereiro, mas inferiores a índices verificados em no mesmo mês em 1999 (110 mil) e 2002 (100 mil).
A comparação relativa aos últimos 12 meses (março de 2008 a março de 2009) registra ligeira retração da taxa de desemprego total dos residentes em Porto Alegre, passando dos 10% da população economicamente ativa (PEA) para 9,8%. Conforme a secretária Clênia Maranhão, a prefeitura tem investido em políticas públicas de geração de renda, inseridos nos programas estratégicos de governo, tanto do eixo econômico como também nos eixos ambiental e social. “Não podemos ignorar o impacto da construção de uma creche no mercado de trabalho, nem dos inúmeros cursos de capacitação ministrados com apoio da prefeitura. As ações do Projeto de Governança Solidária Local estimulam a economia solidária e o empreendedorismo, que refletem diretamente no comportamento do mercado laboral”, afirmou a secretária.
Convênio -Os resultados da pesquisa estão disponíveis no site do ObservaPoa (www.observapoa.com.br). O comportamento do mercado de trabalho em Porto Alegre, por meio da PED-POA, é retratado mensalmente, por intermédio do convênio da prefeitura com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Fundação de Economia e Estatística (FEE) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
Na entrevista coletiva, também participaram o superintendente regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul, Luiz Muller, a secretária adjunta de Coordenação Política e Governança Local, Mitsue Adachi de Oliveira, o coordenador do Sine Municipal, Airton Braga Moraes, os supervisores da PED-POA pelo Dieese, Eduardo Schneider, pela FEE, Roberto Witgen, pela FGTAS, Irene Galeazzi, e a coordenadora da Gerência de Informações Socioeconômicas (GIS) da SMGL, Adriana Furtado.