As assessorias pedagógicas de Relações Étnicas e de Gênero e Sexualidade da Secretaria Municipal de Educação (Smed) promovem formação continuada nas áreas de história e cultura africana, afro-brasileira, indígena e de gênero e sexualidade. O objetivo dos encontros é orientar quanto à melhor maneira de implantar as temáticas na estrutura curricular das escolas.
Ao contrário de anos anteriores, em 2009 as ações foram descentralizadas, com o deslocamento dos assessores até as escolas para realizar a atividade diretamente com professores, equipes pedagógicas, alunos e pais. De acordo com a assessora de Relações Étnicas, Adriana Santos, "desta forma, o número de pessoas atendidas é maior do que o público que poderia comparecer aos seminários fora da escola".
As formações ocorrem desde março e estão previstas até dezembro. Os representantes das escolas têm autonomia para escolher os temas dentro das quatro temáticas oferecidas e também para agendar diretamente com a assessoria quatro encontros anuais previstos para a realização da atividade, sendo obrigatórios dois por semestre. Segundo o assessor-adjunto de Relações Étnicas, Manoel da Silva, as escolas que ainda não têm agendamento previsto devem fazê-lo o quanto antes para o planejamento de conteúdos e para que não ocorram convergências de dias e horários.
O programa de formação continuada vem ao encontro da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, que foi alterada pelas leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornaram obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena no currículo da educação básica.