Entidade é contra aumento de biodiesel no diesel no transporte público da Capital
Porto Alegre - Em 22 de dezembro, foi aprovado no plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre o projeto de lei que institui a substituição progressiva de óleo diesel convencional e da mistura de diesel com 5% de biodiesel (B5) para o uso com 15% (B15), aumentando gradativamente até 100%, no transporte público da Capital. A medida, de autoria do vereador Carlos Todeschini (PT), visa a minimizar o impacto ambiental, mas é questionada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro). Segundo o presidente da instituição Adão Oliveira a modificação irá influenciar no preço do diesel e ignora os problemas que o consumo da mistura ocasiona nos veículos.
“Para o consumidor, esse projeto de lei só traz prejuízo. O biodiesel com 5% já é responsável pela formação da borra nos automóveis e pela oxidação. Por isso, o Sulpetro está trabalhando junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e ao governo federal para resolver a situação”, afirma Oliveira. Segundo ele, “cada vez que adicionar mais biodiesel ao diesel, o valor do diesel aumentará, refletindo no custo da tarifa do transporte público. O cliente, quando perceber que o diesel tem valor mais acessível em outros municípios como Canoas, Cachoeirinha, Alvorada ou Guaíba, irá abastecer neles e retornará a Porto Alegre. Desse modo, a poluição na Capital não será eliminada”.
Conforme o presidente do Sulpetro, a entidade entrará em contato com o prefeito José Fortunati nos próximos dias. O objetivo é mostrar os motivos para que não seja sancionada a lei. “Não é de um momento para outro que se realiza o acréscimo de 15% de biodiesel pensando apenas na melhora ambiental”, conclui.
Por: Morgana Laux
Data: 30/12/2010
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