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Publicação: 08/09/2007
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A guerra guarani levou o Marquês de Pombal, em Portugal, a odiar os jesuítas - contam os historiadores -, responsabilizando-os por todos os incidentes. Em 1759 ele expulsou a Companhia de Jesus de terras portuguesas e, em 1767, foi a vez da Espanha seguir essa atitude, concretizando a retirada dos jesuítas da área das Missões em 1768. Como eram os jesuítas que comandavam a vida nas reduções e não prepararam os índios para sobreviver sem sua orientação, destruiu-se em poucos anos o que se levou quase um século e meio para construir. Quando isso ocorreu, as reduções da Argentina e do Paraguai - que anteriormente integravam a Província do Prata - ainda estavam intactas, mas isso duraria pouco. Depois da saída dos jesuítas, foi proibido o comércio entre as reduções (que lhes dava auto-suficiência), abertas suas fronteiras à entrada de espanhóis, que ocuparam as terras, corromperam e embebedaram os índios, levando-os à pilhagem, deserção e abandono completo das reduções. Os guaranis foram semi-escravizados num primeiro momento e, a seguir, transformados em soldados e envolvidos em todos os conflitos do Prata.
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