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Publicação: 08/09/2007
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Nas margens do rio Uruguai, os Sete Povos das Missões ainda não estavam completamente destruídos. Os caudilhos da atual Argentina sempre pretenderam ocupar essa área, antes sob domínio espanhol, entregando a missão ao general Frutuoso Rivera, que, em 1827, a concretizou, sem nenhuma reação das forças brasileiras (o Brasil já era independente). Mas, antes de ocupar as Missões, Rivera terminou perseguido pelo próprio Exército argentino, e, assim, ao invés de incorporar à Argentina a área conquistada, constituiu nas Missões (do lado brasileiro) um governo regular, pretendendo fazer o projeto evoluir para a República RS VIRTUALnse, que os liberais gaúchos também queriam estabelecer. O sonho durou oito meses, depois dos quais Rivera foi forçado a deixar a região, o que, no entanto, somente fez depois de saquear tudo, inclusive igrejas, levando o que restava. As populações missioneiras transmigraram com Rivera para o atual Uruguai, onde, com esses índios, em 1829, ele fundou a cidade de Bella Union. Os índios, porém, terminaram por se organizar em bandos armados e passaram a invadir o território brasileiro, de Quaraí ao Alegrete, no Rio Grande do Sul, para assaltar fazendas. Parte deles foi morta por Manuel Luiz Osório, que era tenente em Quaraí. Em 1831, os restantes sublevaram-se contra o próprio Frutuoso Rivera, que então presidia a constituída República do Uruguai. Um grupo de índios chegou a deixar Bella Union para enfrentar Rivera, mas foi destroçado e os sobreviventes distribuídos entre os moradores de Montevidéu e de outras cidades do Uruguai, para serem "educados" e voltaram a ser "cristianizados". Alguns ainda ficaram em Bella Union, e em 1834 foram enviados para as imediações de Durazno, também no Uruguai, fundando um povoado que denominaram São Borja, mas que não durou muito. Era o fim melancólico dos remanescentes da República Guarani.
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