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A influência dos anarquistas

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Publicação: 08/09/2007

 Junto com eles, porém, chegou outro tipo de espanhóis - os anarquistas, que fugiam de seu país. Estes não só consolidaram um numeroso grupo na cidade, como, ali, patrocinaram o que deve ter sido uma das primeiras greves do Rio Grande do Sul, a dos funcionários do Armour, nas primeiras décadas deste século. Existem fotografias de cartazes escritos em espanhol durante a greve dos trabalhadores do frigorífico, que foi fundado na cidade em 1917 e ainda opera, mas como uma unidade de outro grupo empresarial.
 
 Não existem mais anarquistas em Livramento, mas os descendentes de espanhóis ainda são ativos, reunindo-se na Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos. Seus descendentes continuam presentes no comércio, agora também engrossado por uruguaios voltados para o fornecimento de mercadorias para a população de seu país, que realiza parte de suas compras no lado brasileiro.
 
 Esta, aliás, é uma característica de toda a fronteira. Gaúchos se abastecem no Uruguai ou Argentina e vice-versa. Com isto é comum existirem comerciantes brasileiros no lado uruguaio ou argentino e comerciantes uruguaios ou argentinos no lado brasileiro. Em Jaguarão, por exemplo, se acredita que 20% do comércio está em mãos de uruguaios. De outro lado, são moradores de Jaguarão que detêm cerca de 40% da produção uruguaia de arroz.
 
 Jaguarão está onde antigamente havia a Guarda da Lagoa e do Cerrito, constituída em 1791 pela Coroa Espanhola, já que as terras do lado de cá do rio Jaguarão estavam dentro de seus domínios. Por isso, dos pouco mais de 200 anos da cidade uruguaia de Rio Branco (separada por um riacho de Jaguarão), dez foram passados em território brasileiro. O ano que marca o início oficial do povoamento de Jaguarão é 1801.
 
 A posse da terra nessa faixa da fronteira sempre foi muito conturbada. Os problemas começaram quando Portugal conquistou a Colônia de Sacramento em 1680. Nessa época, todo o Rio Grande do Sul, onde floresciam as reduções jesuíticas, era espanhol. Para apoiar os conflitos permanentes pela posse da Colônia - que trocou de mãos inúmeras vezes -, Portugal criou um núcleo de povoamento em Rio Grande no ano de 1737. De 1763 a 1776 os espanhóis, procurando recuperar terreno perdido, ocuparam Rio Grande.
 
 Em 1817 o governo português incorporou todo o atual Uruguai, dando-lhe o nome de Província Cisplatina, o que somente durou até 1828, quando os uruguaios garantiram sua independência. Os conflitos de terra na região, porém, ainda perduram, embora sem maiores problemas diplomáticos - reclamando de uma medição feita em 1856, os uruguaios alegam que uma área de 22 mil hectares que está em território brasileiro (onde foi fundada a Vila Thomaz Albornoz, em Livramento) na verdade lhes pertence.


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