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A lenta destruição da Mata Atlântica

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Page Views: 766
Publicação: 08/09/2007


 A Mata Atlântica cobria antigamente ume enorme extensão do litoral brasileiro. Agora, está reduzida a manchas, aqui e acolá - tanto no Rio Grande do Sul como nos demais Estados.
 
 Como em todo o território gaúcho, ali a devastação começou no primeiro quartel do século XIX. Os 200 a 300 mil hectares originais de Mata Atlântica foram reduzidos para menos de 70 mil e, mesmo assim, não são mais matas originais. Intocados mesmo só há pequenos núcleos, avaliados em no máximo 7 mil hectares. 
 
 A ocupação da área de Mata Atlântica no Rio Grande do Sul começou ainda em 1825, quando foram assentados no interior de Torres os primeiros colonos alemães, trazidos pelo governo imperial. Essa leva inicial, entretanto, terminou por se dispersar: desistiram de lutar contra a mata tropical, e se dirigiram, muitos deles, para as zonas tradicionais de colônias alemãs.
 
 Mas aos poucos foram indo para a região de Mata Atlântica pessoas de todas as origens que, não encontrando terras em outros locais, viam ali uma alternativa de ter seu pedaço de solo. Ao lado dos pequenos proprietários chegavam, também, as madeireiras. E a época de ocupação mais intensa foi, justamente, a do final do período madeireiro, nas décadas de 50 e 60. Depois disso, houve um abandono progressivo da área, ficando apenas aqueles minifundiários que não tinham outra alternativa. Mesmo assim os abusos continuam, diante da incompetência e, muitas vezes, negligência dos órgãos encarregados da fiscalização, tanto estaduais quanto federais


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