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Publicação: 08/09/2007
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A chegada de pomeranos e alguns alemães em São Lourenço do Sul começou trinta e quatro anos após o início de sua imigração para o Rio Grande do Sul, iniciada por São Leopoldo. Esse fluxo de pomeranos para a parte sul do estado se deve ao trabalho de Jacob Rheigantz. Ele era sócio da Casa Comercial de Guilherme Ziegenbein, de Rio Grande, e viajava muito para a região de São Lourenço, que já era ocupada há setenta anos por imigrantes açorianos e portugueses oriundos de Laguna. Conhecendo as potencialidades da área para a produção de alimentos, Rheigantz celebrou um contrato com o Império, comprometendo-se a ocupar a Serra dos Tapes com alemães, suiços ou belgas - ele comprou as terras onde se daria o assentamento e receberia uma ajuda de custo por cada colono que assentasse. Os primeiros imigrantes - todos alemães e principalmente pomeranos - chegaram em outubro de 1857 e cinco anos após já havia mais de três mil instalados. Como algumas terras compradas não foram entregues por Rheingantz, em pouco tempo se estabeleceu o descontentamento na colônia. Em 1867 um destacamente policial que se instalou na área proibiu a realização de bailes públicos, ajuntamentos de mais de três pessoas, jogos nas vendas e, entre outras coisas, que os colonos andassem armados. Apesar disso, no final desse ano os colonos, revoltados, invadiram a sede do destacamente e a casa de Rheingantz, obrigando-o a fugir. Com a colônia pacificada, ele voltou anos depois e começou a adquirir terras lindeiras e instalou novos colonos. Quando viajou à Alemanha para selecionar um novo grupo morreu no porto de Hamburgo. A administração da colônia foi então assumida por seu filho, Carlos Rheingantz, que, em 1873, também fundou em Rio Grande uma das primeiras indústrias do estado, a Companhia União Fabril, cujas instalações ainda são preservadas na cidade. Por este motivo, abandonou a direção e os interesses da família na área foram vendidos em 1898 para João Batista Scholl, que terminou a implantação do empreendimento. Harmonia é a área mais pomerana da região. Calcula-se que 99% dos moradores sejam pomeranos. É uma região composta por pequenas propriedades, onde trabalham as próprias famílias. A carroça puxada por juntas de bois, a aração manual da terra e a associação da pequena agricultura com a pecuária de leite e criação de porcos, são algumas das marcas registradas dessa área.
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RS Virtual |
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