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Aparados, uma aula de geologia

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Publicação: 08/09/2007

 Há cerca de 190 milhões de anos, aquele que futuramente seria o território do Rio Grande do Sul estava sofrendo profundas modificações. Primeiro, foram os derrames de lavas basálticas, que saíam, em grande quantidade, das falhas que se formaram em diversos pontos do sul do atual Brasil. Esses sucessivos derrames deram origem ao Planalto Meridional do Brasil, com uma extensão total de um milhão de quilômetros quadrados. Fazem parte desse planalto cerca de 50% do território gaúcho.
 
 Nesta época, ou em um período pouco posterior, uma outra mudança de proporções também fenomenais começava a ocorrer. O imenso continente de Gonduana, que abrangia as áreas que se tornariam a América e a África começou a "rachar", e o mar foi penetrando aos poucos pela rachadura, dando, assim, origem ao Oceano Atlântico e aos novos continentes da América e África.
 
 Tudo isto, é claro, ocorria muito lentamente, mas envolvia movimentos tectônicos de força descomunal, provocando novos falhamentos no então nascente continente da América. De um desses falhamentos surgiram os Aparados da Serra (com sua maior área no atual município de Cambará do Sul).
 
 Comparando grosseiramente, foi como se alguém cortasse um bolo e um dos pedaços caíssem no chão. O pedaço que não caiu no chão foi o dos Aparados, o que caiu ficou debaixo do atual oceano. Mas ainda podemos ver algumas "migalhas" desse pedaço nos rochedos da Guarita, em Torres (principal e mais bonita praia, no litoral norte do Estado), e na Ilha dos Lobos, que fica defronte a Torres.
 
 Uma vez cortado o bolo, a erosão e o tempo foram realizando seu trabalho lento e, como resultado desse conjunto de fatores, chegou-se à paisagem atual dos Aparados, com seus ecossistemas específicos e sua feição única.
 
 Impressionando com o que a natureza havia criado tão cuidadosamente, o homem resolveu preservar a área e, em 1957, o Governo Estadual decretou uma parcela da área dos Aparados com cerca de 13.000 hectares como de utilidade pública, para fins de desapropriação, no intuito de instalar, ali, um parque.
 
 Em 1959, o Governo Federal criou o Parque Nacional de Aparados da Serra, incluindo, então, apenas a área que ficava no município de São Francisco de Paula (e que atualmente pertence a Cambará do Sul, município criado posteriormente). Em 1972, esse decreto foi alterado, e incluiu-se no parque cerca de 5.000 hectares em território catarinense, estabelecendo-se uma área de 13.033 hectares.
 
 A inclusão da parte catarinense do parque (no município de Praia Grande) foi importante, pois garantiu a preservação da Mata Atlântica existente naquela área. No entanto, dos cerca de 12 canyons que existem na região, apenas um se encontra inteiramente dentro do parque: o do Itaimbezinho (cujo nome vem do tupi-guarani Ita, que quer dizer pedra e aibé, que significa afiada, cortante).
 
 Os canyons esculpidos pela natureza oferecem um espetáculo impressionante. O nome de "aparados" dá bem idéia do que se vê: campos que, repentinamente, são aparados, avistando-se paredões retos, muitas vezes de rochas nuas, de até mil metros de profundidade. O Itaimbezinho, o mais visitado pela facilidade de acesso, tem uma profundidade média de 600 metros, e estende-se por 5,8 quilômetros. Perto de seu início o arroio Perdizes se atira pela borda do canyon, formando uma cascata que, com seus respingos, dá origem a freqüentes arco-íris.
 
 O Parque Nacional dos Aparados da Serra inclui vários tipos de vegetação: na parte baixa, em Praia Grande, se encontra a Mata Atlântica, que sobe pelas encostas até uma altura de aproximadamente 600 metros. Na parte de cima, no planalto, estão presentes os campos e as matas de araucária angustifolia, o pinheiro brasileiro e, nas bordas do planalto, há a matinha nebular, mata baixa, com árvores de até oito metros de altura, com muitos musgos. Ela recebe esse nome por se encontrar em local onde é freqüente a formação de nevoeiros, que sobem da região da planície, criando condições de alta umidade.
 
 Nos paredões verticais dos canyons crescem, agarrados às frestas das rochas, pequenas ervas, arbustos e até algumas pequenas árvores e, nas pedras atingidas pelos borrifos das cascatas, encontra-se a gunnera manicata, com folhas enormes, de até 1,5 metro de diâmetro e que, além dessa região, só pode ser achada nas florestas dos Andes. Outra planta que também é cracterística dos Aparados e que, além dali, só encontra similar nos Andes, é o brinco-de-princesa.
 
 Existem, também, diversos animais que encontram no local uma área de refúgio. A gralha azul, freqüentadora *ídua de regiões de pinhais, realiza seu trabalho de semear novos pinheiros; algumas aves de rapina, muito raras e ameaçadas de extinção, também podem ser vistas: o gavião-pato, a águia-cinzenta, o gavião-pega-macaco. Este último pode escolher, entre suas presas, o mico-de-topete, que costuma andar em bandos ruidosos, e que na época de pinhão é visto em grande número no parque. Se, entretanto, resolvesse atacar na área de floresta atlântica, poderia encontrar o bugio-ruivo, que vive nessa área, onde também estão o macaco-prego, a jaguatirica, o gato-do-mato.
 
 Os animais de grande porte, porém, já não são abundantes, mas algumas espécies, como o lobo guará (em rápida extinção) e o leão-baio (puma americano) ainda sobrevivem, principalmente nos locais mais inacessíveis. Mais comuns, entre os mamíferos, são o zorrilho, o ouriço-cacheiro, a cotia, e os tatus mulita, peba e galinha (estes, no planalto).


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