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As três correntes de Porto Alegre

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Publicação: 08/09/2007

 Com o fim da colonização rural, iniciou-se uma outra etapa do processo de imigração judaica. Nessa segunda fase, predominou a imigração diretamente para cidades, em especial Porto Alegre, sempre fugindo de situações adversas em seus países de origem.
 
 Historicamente, essa etapa iniciou-se antes da rural - no final do século passado alguns imigrantes alsacianos vieram para Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas. Mas é a partir da década de vinte que se acentua a imigração, e na década de trinta toma força o processo.
 
 Em 1910 foi fundada a mais antiga sinagoga ainda em funcionamento no estado, a da União Israelita Porto-Alegrense. Em 1917, criou-se uma segunda instituição, o Centro Israelita. No início da década de vinte, foi a vez dos judeus sefaraditas fundarem o Centro Hebraico Rio Grandense. Os sefaraditas - ou sefaradins - haviam começado a chegar a Porto Alegre já no início do século.
 
 Eles pertencem a um dos dois principais ramos do judaismo. São judens de origem espanhola que, após a grande expulsão de 1492, se dirigiram para Turquia, Grécia e países do norte da África. Falam o ladino, um espanhol arcaico, do tempo de Cervantes, e seus ritos apresentam pequenas diferenças em relação ao outro grande ramo, o dos asquenazim. A denominação de sefaraditas vem de Sefarad, termo que significa Espanha.
 
 Já os asquenazim são de origem germano-eslava, e usam o ídiche (dialeto de origem germânica). Asquenazim vem de Asquenaz, descendente de Noé, e quer dizer germano. Além das diferenças de origem houve, em Porto Alegre, uma diferença "geográfica" entre os dois grupos. Os sefaradim, em sua maioria, se estabeleceram com casas de comércio (especialmente tecidos) no centro da cidade, área em que também residiam.
 
 Durante a década de 30 predominou a imigração de um outro grupo, os judeus poloneses. Eram quase todos eles artesãos - alfaiates, marceneiros etc. - e concentravam-se na zona do Bom Fim. Fundaram, eles também, a sua associação, a Poilisher Farband (literalmente associação dos poloneses), que tinha o objetivo de prestar assistência e apoio aos que iam chegando. Essa imigração se interrompeu com a eclosão da Segunda Guerra, sendo retomada no pós-guerra, quando alguns sobreviventes do morticínio vieram para Porto Alegre.
 
 Também na década de 30 - a partir de 1933, quando Hitler assumiu o poder na Alemanha - começaram a vir os judeus alemães. Entre eles estavam vários intelectuais e profissionais liberais, que fugiam de seu país preocupados com a escalada nazista. No esforço para encontrar trabalho e criar um espaço para conviverem, os alemães fundaram em 1936 a Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra).
 
 Essas associações todas atendiam a objetivos religiosos e também a outros muito práticos. Procuravam permitir, ao recém-chegado, a oportunidade de se instalar condignamente em seu novo país. Para isto, foram criadas instituições como as caixas de empréstimo (Laispar-Casse), que forneciam recursos para seus associados. Muitos desses "bancos informais" funcionavam em um dia específico da semana.
 
 É o caso do Poilisher Farband, cuja Laispar-Casse funcionava nas quartas-feiras à noite, e onde o associado poderia receber um empréstimo de 400 mil réis, para ser pago em dez semanas sem juros. A mesma instituiçãso mantinha também a Kranken-Casse (Caixa dos Doentes), cujo funcionamento dá idéia do alto grau de necessidade dos imigrantes. Além de subsidiar consultas médicas, emprestava objetos como termômetros, seringas e agulhas para seus associados.


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