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Capítulo 06 - Novos Rumos

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Page Views: 999
Publicação: 01/10/2007

 Hoje, o mate ocupa um lugar apagado em nossa balança de exportação Perdemos o mercado argentino e vamos lutando para que aquela nação não nos roube os consumidores uruguaios - sustentáculo de nossa economia ervateira - e os chilenos. Somente agora, passados dois séculos desde o início de nossa indústria ervateira, é que voltamos um olhar mais cuidadoso para esta inesgotável fonte de riquezas que não soubemos aproveitar convenientemente. Há um interesse oficial em proteger o mate - através do Instituto Nacional do Mate - e nos esforçamos no sentido de alargar nosso campo de exportação. A maior conquista do mate em nossos dias, foi o povo norte-americano, que hoje já pode saborear em seus restaurantes e casas-de-chá, o nosso “Brazilian Tea”. Mas ainda existem muitos países a conquistar. Na verdade, causa estranheza o fato do mate ainda não ter estendido o seu império por todo o mundo. Porque os seus notáveis efeitos - “possuindo todas as vantagens do chá, sem nenhum de seus inconvenientes” - podem ser faci1mente constatados, e tem merecido o aplauso de todos os estudiosos da ciência bromatológica.
  
  Não comporta ao objeto desta monografia nos estendermos sobre as propriedades fisiológicas do mate. Poderíamos ocupar diversas páginas, tecendo o elogio ao mate. E poderíamos, também, trazer a estas linhas a palavra abalizada de cientistas como Moureau de Tours, Peckolt e Damrau. Entretanto, preferimos fazer uma brevíssima citação das propriedades mais importantes do mate, apoiados em estudos que merecem inteira confiança.
  
  O mate desperta as funções da inteligência, diminui a sensação da fome e da fadiga e tonifica o coração, fazendo a tensão arterial baixar e entrar logo num ritmo normal; diminui a produção de uréia, auxiliando a função renal; evita a dispepsia e tomado sem açúcar, facilita o trabalho intestinal; é salutar tônico contra o cansaço intelectual, hipocondria e neurastenia; e, graças à sua riqueza em vitaminas B1, B2 e C, e sais de cálcio, ferro, sódio e magnésio, é de grande utilidade em todos os casos de fraqueza orgânica.
  
  Com tais predicados, o mate está apto para se expandir por todas as nações. Aliás, um fato interessante que ocorre, atualmente, na História do mate brasileiro, é a conquista do próprio Brasil. Na verdade, durante um século o interesse dos ervateiros brasileiros esteve voltado somente para os consumidores do Prata. Parecia que o mundo do mate começava e terminava no pampa; e obsecados por esta idéia, não vislumbraram que o mate tinha um grande território a conquistar, em seu próprio país. Mas hoje, graças a uma propaganda bem dirigida, o mate se desgarrou dos quatro Estados mais meridionais do Brasil - aos quais esteve amarrado por um século - e vamos encontrá-lo espalhado por todos os recantos da pátria. O método primitivo de ingeri-lo foi, no entanto, deixado de lado, para satisfazer s exigências de nossa época. E é assim que vamos encontrar o mate ora perfumando as taças de chá, ora espumando nos copos de refrigerantes, ou ainda sob a forma de sorvete ou coquetel. Transfigura-se o uso do mate, amoldando-se aos novos tempos; mas quer-nos parecer que seu aspecto mais pitoresco reside ainda na maneira como dele se serviam os antigos. Estamos falando do chimarrão - a bebida tradicional dos gaúchos...

 

 
 (Trecho extraído do livro "História do Chimarrão", de Barbosa Lessa, publicado em 1a. edição pelo Departamento de Cultura da Prefeitura do Município de São Paulo e editado posteriormente em 2a. edição pela Livraria Sulina. Você pode encontrar as obras de Barbosa Lessa em qualquer livraria gaúcha, mas principalmente no Martins Livreiro, na Rua Riachuelo, em Porto Alegre)


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