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Capítulo 10 - A Salamanca do Jarau

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Page Views: 1205
Publicação: 02/10/2007

 (J. Simões Lopes Neto)
 
 (continuação)
 
 Para os olhos de Blau o cerro ficou como de vidro transparente, e então viu ele o que lá dentro se passava: os brigões, os jaguares, os esqueletos, os anões, as lindas moças, a boicininga, tudo, torcido e enovelado, amontoado, revolvido, corcoveava dentro das labaredas vermelhas que subiam e apagavam-se dentro dos corredores, cada vez mais carregados de fumaça... e urros, gritos, tinidos, silbidos, gemidos, tudo se confundia no tronar da voz maior que estrondeava no cabeço empenachado do cerro.

 
 Ainda uma vez a velha carquincha transformou-se na teiniaguá... e a teiniaguá na princesa moura... a moura numa tapuia formosa;... e logo o vulto de face branca e tristonha tornou à figura do sacristão de S. Tomé, o sacristão, por sua vez, num guasca desempenado...
 
 E assim, quebrado o encantamento que suspendia fora da vida das outras aquelas criaturas vindas do tempo antigo e de lugar distante, aquele par, juntado e tangido pelo Destino, que é o senhor de todos nós, aquele par novo, de mãos dadas como namorados, deu costas ao seu desterro, e foi descendo a pendente do coxilhão, até a várzea limpa, plana e verde, serena e amornada de sol claro, toda bordada de boninas amarelas, de bibis roxas, de malmequeres brancos, como uma cancha convidante para uma cruzada de ventura, em viagem de alegria, a caminho do repouso!...
 
 Blau Nunes também não quis mais ver; traçou sobre o seu peito uma cruz larga, de defesa, na testa do seu cavalo outra, e deu de rédea e d’espacito foi baixando a encosta do cerro, com o coração aliviado e retinindo como se dentro dele cantasse o passarinho verde...
 
 E agora, estava certo de que era pobre como dantes, porém que comeria em paz o seu churrasco...; e em paz o seu chimarrão, em paz a sua sesta, em paz a sua vida!...
 
 Assim acabou a salamanca do Cerro do Sarau, que aí durou duzentos anos, que tantos se contam desde o tempo das Sete Missões, em que estas cousas principiaram.
 
 Anhangá-pitã, também, desde aí, não foi mais visto. Dizem que, desgostoso, anda escondido, por não haver tomado bem tenência que a teiniaguá era mulher...


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