A MetSul Meteorologia alerta para condições de extrema instabilidade no Rio Grande do Sul entre hoje e quarta-feira que devem ser de maior intensidade amanhã e durante a terça-feira. No período, o Rio Grande do Sul deve enfrentar chuva intensa a torrencial com volumes extremamente elevados e muitas tempestades, algumas intensas, com potencial de causar danos e transtornos importantes de caráter localizado. A nossa região está ingressando em um novo ritmo climático com a natureza seguindo o seu curso natural à medida que o verão se aproxima no calendário. O inverno climático de 2008 terminou na sexta-feira (10/10) após cinco meses em que a temperatura baixa predominou. Apenas nos primeiros vinte dias de julho e em curtíssimos episódios foram registradas marcas mais elevadas ou amenas. O inverno de 2008 foi um dos que menos registrou dias de forte calor nos últimos anos. Mas o ingresso de uma massa de ar quente no Rio Grande do Sul agora neste fim de semana de 11 e 12 de outubro marca uma ruptura importante no padrão climático que vinha se registrando e que culminou com setembro terminando 1ºC abaixo da média histórica de temperatura e uma anomalia de 2,5ºC abaixo da média nos primeiros dias de outubro. A partir de agora, a influência será maior das massas de ar quente de origem tropical do que das massas de ar frio de origem polar, apesar de que ainda ocorrerão dias de temperatura baixa nesta primavera, inclusive não se descartando ainda madrugadas muito frias, uma vez que incursões de ar frio tendem a se dar em praticamente todos os meses do ano e até mesmo em pleno verão.
À medida que a atmosfera começa a ingressar em um ritmo cada vez mais semelhante ao do verão, a tendência é de um aumento considerável nos dias de forte a intenso calor. Como o ar quente é mais instável, a perspectiva é que comece também a temporada de temporais e pancadas de chuva típicos de verão que ocorrem, principalmente, da tarde para a noite. Não raro os episódios de chuva são muito intensos com elevados volumes em curtos períodos, o que traz alagamentos em áreas urbanas. Estes temporais típicos de verão costumam ser mais localizadas e, muitas vezes, atingem apenas parte de uma cidade. Estas tempestades são mais comuns em dias de intenso calor com baixa pressão atmosférica e elevada umidade relativa do ar e se tornam mais freqüentes nos meses de novembro e dezembro. Com grande freqüência, os temporais associados ao calor trazem vendavais e granizo com chance até de atividade tornádica,
No final desta primeira quinzena de outubro, o Rio Grande do Sul deve ser afetado por um episódio de chuva forte e tempo severo associado ao ar tropical quente e úmido enquanto no inverno as ocorrências tendem a ser originárias de frentes frias. Neste domingo, chuva forte localizada e temporais devem atingir o interior gaúcho, sobretudo o Sul e o Oeste, indicando os modelos elevados índices de instabilidade para a região de Uruguaiana. Amanhã, segunda-feira, com o calor muito intenso e máximas possivelmente de até 35ºC ou mais no Estado, a instabilidade será ainda maior com chuva forte a torrencial e temporais típico de verão que localmente podem ser intensos a muito intensos e com potencial de causar danos. Os dados analisados pela MetSul Meteorologia indicam índices de instabilidade muito altos para a tarde e noite de amanhã, acusando, assim, uma condição muito favorável ao registro de temporais. Entre terça e quarta-feira, com o avanço de uma frente fria sobre a massa de ar quente, o Rio Grande do Sul deve enfrentar novos temporais que mais uma vez devem ser fortes a intensos. A chuva pode ser extremamente forte em diversas cidades gaúchas na terça-feira, podendo acumular, em alguns locais, perto ou mais de 50 milímetros em questão de uma hora. No dia, não estão descartados acumulados em muitas cidades de 100 a 150 milímetros. Os volumes pluviométricos no Rio Grande do Sul nesta semana podem ser tão elevados que desde já se antecipa o risco de cheias de rios, caso as projeções venham a se concretizar. O mapa abaixo mostra a projeção de chuva do modelo americano para os próximos sete dias com o modelo estimando uma precipitação durante esta semana superior a 200 milímetros em algumas cidades.
As projeções computadorizadas indicam picos de calor acompanhados de alta umidade na segunda metade deste mês e no começo de novembro, indicando novamente um elevado risco de temporais típicos de verão com possibilidade de chuva forte a intensa de caráter localizado, granizo e vendavais no Rio Grande do Sul. Logo, se estabelecerá gradualmente um ritmo atmosférico típico de verão no Estado com maior freqüência de dias quentes e uma maior ocorrência de pancadas fortes temporais estimulados pelo calor e a umidade.
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